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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

'Pertencer, e não pertences, é que faz a diferença'


Dezembro. Mais um dezembro. Natal, réveillon, muitas festas de encerramento. Virou chavão, mas é verdade: não há quem não faça agora um balanço das besteiras e coisas boas deste ano, nesta nossa incessante busca da felicidade na Terra - e no Céu, para quem acredita nele. Porém o que é na verdade a felicidade? Com quantos objets se constrói uma alegria? Precisamos deles para ser felizes ou para sentir que fazemos parte da turma?
A felicidade vem do pertencimento (daí a necessidade dos objetos) a comunidade - e não dos pertences de grife, mero instrumento para a aceitação pretendida. O pertencimento, afinal, não é tudo na vida, mas é um ingrediente fundamental na receita de ser feliz. Isolado numa ilha, inteiramente só, dificilmente alguém se sentirá feliz. Pois não terá com quem trocar idéias e informações, não se sentirá parte de uma sociedade ou de uma cultura nem exercitará essa fantástica consciência de pertencer, orgulhoso, à imensa multidão que se debate, briga, mas também dança, se abraça e se beija neste planeta. E que sabe, cada vez mais, quanto essa comunhão é necessária caso queira, por muitos e muitos séculos, continuar comemorando a possibilidade de viver, amar e ser solidária.

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