Páginas

sábado, 29 de março de 2008

. todo casal deveria ler


Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado um ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o quê?
O amor.
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insutentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e as vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de qualquer coisa, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, as vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não siginifica, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar pra sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois.

Um bom amor aos que já têm.
Um bom encontro ao que procuram.
E felicidades a todos nós.
p.s.: quem souber quem escreveu isso me deixa um comentário ;D Pra mim, continua DESCONHECIDO.

2 comentários:

  1. Tens uma forma linda de dizer humanidades...


    Esta é a alma que voa de um Profeta
    Ao encontro do teu sentimento
    Este é o sal de alva espuma
    Que te ofereço e diadema de espanto…

    Olhos de alma, da tua alma
    Quero-os no cais da minha chegada
    Espero por ti em manto de ternura
    No encontro da minha caminhada


    Bom fim de semana

    Mágico beijo

    ResponderExcluir
  2. Oi linda tudo bem ??
    To de volta mas aos poucos , aconteceu muita coisa esses dias . Minha mae estava internada , meu irmao queimou os dois braços e meu avo faleceu , e tudo isso sem um intervalinho sequer . Agora eu vou voltar . Obrigada pela consideração

    ResponderExcluir