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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O erro de Paulo em estar à altura

Como Paulo seria classificado, se comparado a esses "superapóstolos"? Seria considerado fraco e desprezível. "Para minha vergonha, admito que fomos fracos demais para isso!" (2 Co 11.21, NVI) Ele era muito "fraco" para usar as técnicas dos falsos profetas. Eles o fizeram parecer fraco, porque não era atrativo e capaz de pregar tão bem quanto eles; e mais, sua presença física não causava impressão. Um relato primitivo diz que Paulo era baixo, careca e tinha pernas tortas. Imagine o ibope se ele estivesse na televisão!
Você já não acabou de ouvir? "Paulo não tem o que estes outros líderes têm... Queremos mestres que tenham bastante fé para que Deus pague nosso empréstimos; mestres que não tenham de sofrer. Queremos alguém que tenha o poder de repreender um espinho na carne do que viver com isto vitoriosamente!" E assim, enquanto Paulo estava disposto a continuar sofrendo pela causa da cruz, esses homens estavam oferecendo um caminho mais fácil e alternativo.
De forma interessante, no restante de 2 Coríntios 11, Paulo argumente que seu distintivo de autoridade não era sua habilidade de fazer milagres, mas o sofrimento que ele suportava (2 Co 11.21-33)! Com efeito, ele está dizendo: "Vocês sabem que sou um verdadeiro apóstolo, porque Deus também me deu a graça de sofrer". Ele foi açoitado cinco vezes, fustigado com varas três vezes, apedrejado e náufrago. Tudo isso, e muito mais, é o que lhe deu credibilidade ministerial.
Os crentes em Corinto tiveram de fazer uma escolha: Eles queriam ser como Paulo, que não tinha dinheiro e sofria, ou queriam ser como os falsos profetas que usavam roupas luxuosas? Hoje, diríamos: "Queremos ser seguidores dos falsos profetas que usam correntes de ouro, relógios Rolex e têm carros importados? Ou estamos dispostos a seguir um Jesus que nos ensinou a sofrer?" Como fizeram os crentes em Corinto, temos de fazer uma escolha.
A mensagem e autoridade de Paulo vinham de Deus; as dos seus detratores vinham de Satanás. Ele afirmava que as marcas do verdadeiro profeta é sofrimento e dificuldade, não saúde e riqueza. Nem mesmo Jesus mudou o mundo através de milagres, mas pelo Seu sofrimento.
E sempre foi assim.

Trecho do Livro: Quem é você para julgar? - Erwin Lutzer

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