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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ser mãe é... não me anular

Desde sempre escuto um "blá blá blá" de como ser mãe é viver para o filho, não pensar mais em nada somente na cria e essas coisas todas que vocês já ouviram... Hoje, um amigo me peguntou se era assim mesmo e eu - que ainda não tinha parado pra pensar nisso - cheguei a seguinte conclusão:
A maternidade não me anula!
Saúde, amor, felicidade quero que ele sinta aos montes e sempre. Mas eu também quero isso para mim, para o meu marido e para a vida que temos em comum (nós três).
Quero roupas bonitas e fofas. Quero dar a ele tudo do bom e do melhor. E quero que ele seja agradecido (eis a parte difícil!). Mas também quero me dar um pouco de consumismo. E o mesmo ao meu marido que adora uma tarde de compras...
Eu quero tudo de bom para ele e para nós também, como família, como pessoas. Eu não me anulo por causa do meu filho.
É claro que ele é nossa prioridade - e será para sempre. Entretanto, dar prioridade a ele é outra coisa. Não é se anular. É ser mãe, ser pai, ser humano mesmo. É saber que ele precisa da gente, e não só de peito não. Ele precisa de braço, de abraço, de interação. Precisa conversar (e ele adora!) e se sentir amado. Ele precisa ver gente, tomar banho de sol, curtir o banho de banheira e o passeio de carro.
Ele só não precisa do fardo de ser culpado pela anulação de uma mãe, ou de um pai que não entenderam o que é ser pais. Ele não precisa que eu me anule por ele.
Ele precisa mesmo é de amor!!!

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