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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mãe clichê e o sexto mês

Pessoa: Marcela, como teu bebê está lindo, está fofo, está grande. Que esperto. Ai, ele é muito lindo!
Eu: Ah, é verdade!
Pessoa: (risos)

Quando alguém me vem com tais afirmações não posso desmentir não é?! Afinal, Pietro está cada vez mais lindo, fofo, grande, esperto e sapeca.
Chegamos ao sexto mês e me tornei uma daquelas "mãe clichê". Aquela que não consegue manter uma conversa sem incluir as peripécias do filho no assunto. Aquela que mensura o tempo pela quantidade de horas que ele dorme ou fica acordado. Aquela que fala com vozinha de Ivana o tempo todo com o bebê (preciso me policiar!). Aquela que morre de orgulho por ele começar a perceber que tem controle sobre os dedinhos de sua mão.
Ai gente! Sou toda emoção, babação e muito amor por aquele pirralhinho. É muito clichê, mas a verdade é que está ficando melhor a cada mês. E eu estou encantada com essa fase.
Passamos um perrengue danado com dois dentinhos rasgando. Febril, choroso e muito fastioso (Pietro não recusa nada, come de tudo[1]!), nos deixou tão preocupados que passamos praticamente a semana inteira na casa dos meus pais.
Não aconselho ninguém a passar por isso sozinha... Mas vencemos. Agora ele está querendo comer tudo e muito. Até voltou a mamar - no peito - com mais vontade. E nessa parte estou vivendo algo realmente chato (pelo menos pra mim). Como tenho passado menos tempo com meu pequeno, estudando pela manhã. O leite que produzo já não é mais tão abundante. Daí que apesar de Pietro estar morrendo de amores pelo "mamá", estou ficando com menos leite dia após dia. E isso me entristece, pois sinto o desmame chegar (talvez esteja sendo muito dramática) por culpa - fisiológica - minha. E não porque ele escolheu assim. Gostaria de amamentar até pelo menos o primeiro ano de idade dele. Também não me vejo amamentando uma criança de dois anos de idade - mas me dou o direito de mudar de opinião. Acontece que pensar em desmame agora pode ser muito prematuro. Mas sinto que isso vai ficando cada mais perto... e tento me acostumar com a ideia.
Serve também para me lembrar que o meu pequeno nem é tão mais pequeno assim. Beira os 70 cm (está com 69 cm) e já está na casa dos 9,250 kg. Ou seja, é uma fome de leão. Já introduzimos sopinhas, papinhas de fruta e frutinhas raspadinhas; que ele adora.
Outra coisa muito especial é como ele faz questão de participar das refeições, de sentar a mesa como todos nós, enfim, de ser "presente" naquele momento. Ele observa a todos e espera ser observado. E enquanto todos conversam, ele conversa também. É fofo e muito engraçado. Mais que isso, é lindo.
É lindo de ver ele crescendo, aprendendo e tentando fazer igual.
Continua amando ver gente. E quase nunca estranha alguém.
Mas para estranhos é tão sério que parece bravo.
Em compensação, para a família ele abre um sorriso daqueles enormes.
Continua apaixonado pelas avós. Animado com os avôs. Encantado com a tia, curioso com o tio (belisca o tio o tempo todo, tentando arrancar a tatuagem que ele tem no peito). Quanto ao pai, nem comento mais... para Pietro, André é sinônimo de diversão. Uma madrugada dessas ele acordou quase duas da manhã 'para brincar'. Coloquei ele na nossa cama. E a primeira coisa que ele fez foi procurar pelo pai. Vejam vocês!
Estou num dilema muito grande com a igreja. Pietro está sempre muito assustado com o som alto que rola por lá. E nos últimos cultos que fomos, ficamos boa parte do tempo lá fora. Porque acompanhar o culta àquelas alturas é inconcebível. Chego a pensar muitas vezes que igreja - pentecostal - e bebês não combinam. Mas, ao mesmo tempo, sei que é necessário e importante. Cresci na igreja e sei do quanto faz bem para qualquer criança frequentar, participar e aprender.
Quanto ao que ele tem gostado bastante preciso comentar sobre "passear de carro". Como o nosso pequeno não cabe mais no bebê conforto - apesar de constar lá 'até 13kgs' - compramos a cadeirinha. E se pra andar no bebê conforto era uma briga, a cadeirinha conquistou o coração dele. Parece um rapaz... morro de "corujisse" qualquer dia desses.
No mais, tudo maravilhoso. Fico pensando no quanto sou feliz, e no quanto uma criança alegra nossas (e outras) vidas [2]. Ai quanto clichê! Mas mãe é assim mesmo. Não tem jeito!


[1] De tudo para idade dele, claro!
[2] "A alegria DAS CASAS". Aguardem o post.




4 comentários:

  1. Marcela, já ouviu a frase: No momento do primeiro filho, Quando nasce um bebê nasce uma mãe e um pai? Pois então, você está apenas desfrutando desta beleza de ser um pouco divina, pois o amor de uma mãe nesta terra em Deus se revela o amor mais profundo, ou seja, é uma pequena representação do sentimento de Deus por nós. Bem vinda ao mundo das mães.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Cada dia mais lindo esse Menino!!!
    Ta chegando a hora da festinha de um ano! Quero brigadeiro, rs

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