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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sobre o paradigma desta mãe aqui

Ser mulher-moderna-mãe é viver em um grandioso paradigma. Primeiro, porque mediante a correria de nossas vidas (muito trabalho para pouco prazo), praticamente tudo precisa estar milimetricamente calculado para caber em um dia.
Mas, toda mãe sabe que manter o controle sobre o que fazer com o tempo é coisa que já não nos cabe. E que, provavelmente, nunca mais caberá.
Então vivemos esse conflito, de precisar controlar o tempo, e ao mesmo tempo, de não poder.

O meu caso é ainda mais complexo, pois, como vocês sabem, meu bebê vem conosco todos os dias para a empresa. Montamos uma estrutura especial para ele na suíte que temos aqui. Tem sido ótimo. O sonho de toda mãe não é?
Mas o que ocorre que é nunca, nunca, em momento algum, nunquinha, consigo concentrar.

Tenho mega-ajuda da minha mãe, que fica com ele quando os projetos tem urgência em ser entregues. Mesmo assim, não consigo. Simplesmente não dá para concentrar. Logo eu, que sou meio 'desligada' mesmo, agora sou completamente e intensamente conectada naquele menino.

É bastante difícil trabalhar com criança perto. Concentrar quando tem um 'serzinho'-quase-andante pra lá e pra cá. E eu sei, sei sim, que muita mãe deseja e trocaria fácil de lugar comigo. Sei que muita gente acha que reclamo 'de barriga cheia'.
E lá me vem outro conflito: precisar reclamar, desabafar, falar (toda mãe precisa, vá por mim) e não poder.
Eu mesma fico me policiando para não ficar nessa defensiva. Para não comentar do cansaço e da dificuldade. Para não reclamar porque sei que tem muita mãe que, perto do que passo, faz milhões de vezes mais sacrifícios pelos seus filhos. Ou vocês acham que não ter a criança por perto 8 horas no dia é bom? Tenho certeza que todas as mães que trabalham fora dizem um NÃO bem forte agora.

Veja só que paradigma é ser mãe: a gente quer ter tempo pra gente, mas não quer ficar longe dos nossos pirralhos. A gente quer poder pensar em outras coisas, sem, no entanto, tirar os nossos bebês da mente. A gente quer que eles sejam mais quietinhos, mas que não parem de correr pra lá e pra cá, porque é lindo de ver.

Ai como é estranho ser mãe.
E é a coisa mais estranhamente maravilhosa de ser.

4 comentários:

  1. Não sou Mãe, nem sequer Pai, mas consigo entender na perfeição tudo o que dizes.
    Passa uma imagem de ternura e amor imensa. :)
    Um beijo

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  2. Mah,você tá vivendo intensamente o sentido da palavra Mãe...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Waterfall,
    que bom que a imagem é essa :)

    Ilma,
    own ^^

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