quinta-feira, 28 de março de 2013

Fogueira de Felicidades


Jorge Forbes

É uma pergunta frequente ao psicanalista: - Como posso ser feliz?

A ideia é que a felicidade é um bem que, se cumprirmos uma série de regras, deveremos em decorrência merecê-la. Felizes seriam os mais aplicados, a eles o reino da felicidade. Assim se passa nas férias, por exemplo. Busca-se com muita antecedência a montagem de um cenário perfeito, daqueles de anúncio de televisão. Seja uma casa direto na areia de uma praia maravilhosa, seja o seu avesso complementar, uma casa no alto da montanha, à beira de um lago, com uma cachoeira nos fundos do jardim. Daí, só escolher a melhor companhia, boa comida e bebida, uma cama macia em um quarto amplo e silencioso e ... bingo: - Sou feliz!

Qual o que, para a decepção da maioria, a felicidade não obedece a regras padronizadas. No lago de Como, na Itália, ocorreu algo interessante e ilustrativo. É um desses lugares paradisíacos, como o descrito acima. Pois bem, a associação dos locadores dos chalés da beira do lago baixou uma norma que qualquer locação de uma semana deveria ser integralmente paga na hora da reserva. Isso porque eles começaram a verificar que grande parte dos casais suportava ficar quarenta e oito horas, no máximo setenta e duas, naquele sonho terrestre. Depois, era briga na certa e saíam cada um para um lado.

Nada a estranhar, humano, demasiadamente humano. Sempre alguma coisa falha nas previsões da felicidade e isso por uma razão de estrutura: como não podemos colocar totalmente em palavras o nosso desejo, daí a sensação da falha, da falta de alguma coisa. E quando objetivamente não falta nada, quando tudo está perfeito, do barulho das ondas do mar, à temperatura da água da cachoeira, aí, então, quem vai pagar o pato dessa sensação de algo a mais ausente é o pobre do parceiro; simples assim.

Vem então a queixa: - Ela não me entende, diz ele, - Ele não me sente, diz ela. E toca a fazer teorias de salão para explicar o eterno desencontro. Um afirma que o que está ocorrendo é que os homens estão apavorados com a liberdade feminina, outro que as mulheres são muito difíceis, eternas insatisfeitas etc. As explicações variam conforme a época, mas o fenômeno é sempre o mesmo: alguma coisa acontece nos corações muita além de qualquer razão. E não venham dizer que agora o sexo está melhor que antes, pois na base do cada vez melhor, se estivermos melhorando desde os gregos, já pensou, vamos ter uma explosão orgástica.

Não, nada disso, nada de receita de felicidade. Ao contrário do bom senso – que sempre pensa mal – a felicidade não é bem que se mereça. Como diria o poetinha, ela vem da arte do encontro, do acaso, da surpresa, a tal ponto que quando estamos de fato felizes entramos em crise de identidade, se perguntando quem é esse cara, esse cara sou eu? Para ser feliz uma só dica: aguentar nem que seja por um instante o amor que não se compreende, que explode qualquer cenário, que nos leva a habitar o mais forte que eu.

E boas férias!

(artigo publicado na revista IstoÉ Gente - janeiro 2013)
(grifos meus)  

terça-feira, 26 de março de 2013

11 meses, e já ?!

Sei que é muito clichê falar que o tempo passou rápido demais e que Pietro, mês que vem, completa seu 1º ano de vida. É clichê. Mas é verdade.
Ao mesmo tempo, sinto que curti bastante. E que continua ficando cada vez melhor. Além disso, eu sempre terei a impressão que 'filho dos outros, cresce mais rápido', ou seja, o nosso pirralho está em um bom tempo de crescimento ;)
No mais, vamos vivendo a nossa rotina naquela intensidade de sempre. E Pietro, que já está acostumado, vai lidando muito bem - mesmo passando muito tempo no carro, preso nos engarrafamentos (ele fica um pouco "aperriado"); com passar pouco tempo na casa dos pais (onde os próprios pais passam pouco tempo), com conviver com muitas pessoas adultas e ver muitos rostos diferentes o tempo todo, e por aí vai -.
Realmente, não sei se estou fazendo bem ou mal para ele. Sei apenas, que do nosso modo, essa tem sido a melhor maneira de criá-lo. O que não quer dizer que é a mais fácil. Trazer uma criança para o ambiente de trabalho, por mais que ela se adapte facilmente, por mais que todo mundo ajude, por mais que os clientes fiquem babando e paparicando o rapaz, por mais que pareça sonho de toda mãe que trabalha fora. Não é fácil.
Não raro, me pego num lamaçal de culpa por não conseguir poupá-lo e ficar mais tempo em casa, por expô-lo a todo tipo de gente que entra na empresa, e por tantos outros motivos, como por exemplo, semanas atrás ele - com todo sua curiosidade - machucou o rosto, bem perto do olhinho, por pouco, por BEM pouco não foi no globo ocular, numa de nossas máquinas.
Mas, voltando a alegria dos 11 meses; Pietro está cheio de dentes - oito! - e, como sempre, sentimos aquela inquietação e irritabilidade inerente a essa fase. Além disso, ele está cheio de vontades. Ele não fica chateado se não for atendido, ele não fica triste, ele fica com RAIVA. Isso mesmo. Ele briga, reclama, fala muito - na língua dele - e fecha a cara.
Mas continua com aquele sorriso simpático de sempre, com aquele jeito de querer roubar a atenção de todos.
Na verdade, ele é muito bonzinho. No entanto, desde já, mostra personalidade forte. A mãe mole aqui, precisa de muito exercício para contê-lo e ensinar a obediência e o respeito.
Pietro se anima com a maioria das brincadeiras, ama de paixão qualquer bola que lhe apareça na frente, sabe até chutar e brincar com ele é, de longe, uma das melhores coisas da vida. A gargalhada dele é impagável. E ficar grudadinho com ele é uma delícia.
Quase todo dia, de manhã, ele acorda antes da gente para comer, depois da mamadeira, eu coloco ele em nossa cama e grudamos os três. É muito gostoso. Infelizmente, passamos muito tempo fora de casa, entretanto, temos buscado valorizar cada momento desses.
Percebo que Pietro já começa a associar nomes às pessoas. Já reconhece e lembra de lugares. Tem falado bastante na sua própria língua, mas já dá para reconhecer algumas coisas como "bó" (bola), "pa pa" (papai), "ma ma" (mamãe - ou quando quer alguma coisa), "pehí" (perigo, nome de um cachorro que tem lá na rua dos meus pais, ou qualquer outro cachorro que apareça por lá).
No mais, vamos bem.
Pietro é um bálsamo nas nossas vidas, existem dias bem difíceis, mas é só olhar para ele e tudo simplifica.
Ele é a prova que Deus existe e que gosta da gente. E isso nos faz muito bem.

Eu sorrio e a mamãe fica feliz também :)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Meu aniversário

2013. Meu aniversário será em um domingo e pela 1ª vez na vida não tenho expectativas.
Não fui acostumada a festejar. E, especialmente, esse ano não estou encontrando vontade.

Quero descanso. Só um pouco. Quero repor as energia; quero atenção. Quero segurança e quero amor...

Quero que pensem em mim, que planejem para mim, que me surpreendam e que me façam feliz.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Felicidade, é só questão de ser

Em tempo,
lembrei da música do Marcelo Jeneci que diz assim:

"Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz
Sentirá o ar sem se mexer
Sem desejar como antes sempre quis

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser(...)"


quinta-feira, 21 de março de 2013

Ser feliz & ter razão

Sabe aquela frase muito comentada nos programas/livros de auto-ajuda - "é melhor ser feliz que ter razão" - ?

Muitas vezes, me pergunto: qual o limite disso? Será que a gente vai sempre ter que ceder para ser feliz?
E aquele lance de que 'é preciso equilíbrio'? É preciso que haja uma troca? Que os dois lados precisam ceder?

Como faz para balancear tudo isso?
Ser feliz e ceder, ceder, ceder sem receber nada em troca? 

E dá para ser feliz assim?


terça-feira, 19 de março de 2013

"Olhe como as estrelas brilham para você" (post comemorativo)

Enfim, ele chegou aos 30.
E talvez ele não perceba que está na sua melhor fase. Talvez, ele simplesmente não note o quanto cresceu, amadureceu e juntou paciência e sabedoria ao longo desses anos.

Ele é marido e pai. Mas é também meu melhor amigo e o brinquedo favorito de Pietro.

E se os cabelos já estão caindo? Pra que se preocupar? É dos carecas que elas eu gosto mais. (Na verdade, é dele que gosto mais...)

Apenas sei, meu amor, que passam-se os anos e a gente vai sabendo cada vez menos como colocar palavras no blog papel para desejar Feliz Aniversário.
A gente quer simplesmente estar junto, grudados em você, eu e Pietro, daquele jeitinho que a gente faz (quase) todo fim de semana; daquele jeitinho que quando nosso pirralho quer nós dois ao mesmo tempo, a gente se gruda e fica juntinho, os três.
Daquele jeito, só nosso.

Como é bom te ter por perto, cuidando da gente, dando bronca, dando carinho, ou simplesmente, nos dando o presente da sua presença. Obrigado meu amor!

O meu desejo é o de sempre:
Que você seja feliz, que realize seus sonhos e concretize seus planos, que em tudo vá bem e que nunca perca a essência do que és. Esse homem, de 30 anos muito bem vividos, cheio de tantos planos, sonhos e vontades que, tenho certeza, irás realizar.

A gente te ama!
Marcela & Pietro

quarta-feira, 13 de março de 2013

Os 10 meses maravilhosos

Como podem perceber, tempo que é bom pra atualizar o blog, não tem. Mas precisava fazer alguns comentários rápidos sobre o nosso pirralhinho:

  • Pietro completou seus 10 meses dia 26 e está cada vez mais fofo;
  • Apesar de fofo, não engordou nenhuma grama de um mês pro outro (10,700kg), o que não é problema. A médica garantiu que está tudo bem, e que ele está dentro da faixa de peso normal :)
  • Está muito falante, fluente naquela língua que a gente não entende nada. Fala muito algo parecido com "puft" e "igi", sempre bem agudo;
  • Adora fazer as refeições com a gente, e já está comendo de tudo bem picadinho;
  • Para ele, tudo é brincadeira. E seus brinquedos favoritos são o pai e a bola, por isso, junte os dois e a diversão é garantida;
  • Está dormindo bem. Quando respeito seus horários, dorme a noite toda - pra alegria geral da mamãe aqui;
  • Tem a vida social mais badalada que a nossa (festas, festas & mais festas);
  • E quando quer um colinho, só a mamãe resolve. Aliás, está in love comigo. Apesar de jurar que essa fase nunca fosse chegar, tem horas que preciso ter cuidado para sair e ele não me ver, é choro na certa;
  • No mais, tudo como sempre, MARAVILHOSO.
E não liguem a correria. Logo volto.
Assim seguimos.

Pietro, e sua família, em mais um evento de sua agenda agitada. (A menina é: Alice, que completou 1 aninho)

quinta-feira, 7 de março de 2013

No fim das contas

É comum que depois do casamento a gente engorde alguns quilinhos. Mais normal ainda é que depois do nascimento do bebê engordemos mais outro tanto. O que aconteceu comigo, no entanto, foi o contrário das generalidades postas por aí.
O casamento me fez um bem danado, para minha saúde e para o controle do meu peso. Nunca estive tão bem.
E, então chegou Pietro, o que aconteceu? Senti melhor ainda. Meu peso ficou ainda mais perto do desejado, e eu estou me sentindo muito bem comigo e com meu corpo. É claro que estou consciente que não sou magra - e provavelmente nunca serei -, continuo vestindo G, e ainda quero emagrecer. Mas comparado a uns três anos atrás, onde eu era mais nova e no entanto... bom, vejam as fotos:

Uns 3 anos atrás.

Antes de namorar o André

Eu & Pietro, 9 meses depois do nascimento

Novembro, 2012

Dezembro, 2012
No fim das contas,
o casamento, somado a maternidade, foi a melhor coisa que me aconteceu, em todos os sentidos.

E assim vamos.

Tempo

Ilustração: Freepik Tempo, não desejo que passes devagar. Tão pouco concordo em passares rápido demais. Apenas passe no seu tempo e n...