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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Como é criar uma criança no ambiente de trabalho

Como todos vocês sabem, Pietro, desde os 4 meses vem todos os dias a empresa.
Tenho constantemente comentado em como essa opção, apesar de ser a mais viável, é também uma das mais difíceis para nós.
A rotina é puxada e não raro fico muito cansada, nem sempre fisicamente, do trabalho que não pára.

Meses atrás, dei uma estudada sobre Montessori e minha visão se abriu em relação a muitas coisas e como poderia fazer dessa rotina algo realmente proveitoso para meu pequeno.

Afinal, o método Montessori preza isto, o envolvimento da criança com o meio, e o seu desenvolvimento a partir disto.

"É agindo no ambiente e interagindo por meio de atividades úteis e construtivas que a criança constrói o seu conhecimento".

Como, infelizmente, não pude adaptar tudo, resolvi manter o foco em atividades sensoriais e brincadeiras dirigidas. Nem sempre é tão fácil, pois por aqui temos muita gente - pelo menos 10 funcionários no térreo e mais 3 no 1º andar -, muitos desses que sequer ouviram falar de outros métodos de ensino senão aquele tradicional escolar, ou mesmo que para arrancar um sorriso do meu pivete fazem tudo que ele quer só pra lhe arrancar um sorriso. E, é fato, este não é o caminho.

Apesar desses pequenos impedimentos, porque quando explico eles respeitam e entendem, conseguimos fazer algumas atividades legais, estimulando a motricidade, o equilíbrio, a curiosidade, a imaginação, o raciocínio lógico, o senso de direção e a noção da vida prática, dentre outros.

Outro artificio que nos "ajuda" são os vídeos de cantigas no youtube. Pietro está começando a enjoar da Galinha Pintadinha, e interessado em outras coisas, como os vídeos do Bob Zoom e do Pocoyo.
A gente tenta não mantê-lo muito tempo na frente do pc, mas a verdade é que ele está acostumado e já associou a mesa da minha mãe com o vídeo dos dedinhos. Ele vai até a cadeira dela e pede balançando a mãozinha, como se estivesse cantando "e se vão, e se vão".

Além disso tudo, quase toda tarde a gente dá uma "voltinha", as vezes de carrinho, as vezes segurando Pietro - que ainda não anda - pela mão.

São artifícios simples. Mas que fazem diferença para que essa rotina não lhe seja tão pesada. E pelo que percebemos, ele já está muito bem acostumado  - sente até falta nos fins de semana.

Como disse, trazer nosso bebê para cá foi o meio mais viável de acompanhar e participar de seu crescimento, no entanto, também foi o mais difícil.

Aqui não tem hora de almoço, não tem descanso. Funciona mais ou menos assim:
Pietro dorme, eu trabalho
Pietro acorda, dou atenção exclusiva para Pietro
Pietro dorme, eu trabalho
Pietro acorda, dou atenção exclusiva a ele

Mas tem dias que...
Pietro dorme, eu trabalho
Pietro acorda, Mainha fica com ele, eu trabalho
Pietro dorme, eu trabalho
Pietro acorda... e sucessivamente

É claro que, como este instante, não temos trabalho e enquanto Pietro dorme eu atualizo o blog, o facebook da empresa, procuro imagens no Pinterest, organizo as artes dos aniversários dele e assim sucessivamente.
Não é sempre tão pesado assim.

E sim, sou muito privilegiada. Tenho todos a meu favor aqui, tenho ajuda dos funcionários, do meu marido, da minha sogra - que vem quase toda semana e sempre me dá umas horinhas de "descanso" e só me entrega Pietro já desmaiado no berço (dormindo) - e, principalmente, da minha mãe.

Tenho tentado oferecer ao meu pequeno o melhor que temos. Como digo sempre, não é fácil. Mas é recompensador e vale muito a pena.

“Assim como na guerra, o racional seria fugir, mas há quem não se acovarde.” Pondé

2 comentários:

  1. Gente, imaginei td! A prpósito, ele tá uma fofura.

    Pelo visto vc está no caminho certo, buscar respaldo é uma das melhores formas de tentar acertar.

    Beijo

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  2. Sendo ele cercado de atenções como está, não há como não está no caminho certo.

    ;)

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