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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Carta às novas mamães - O que ninguém teve coragem de te contar

Você está grávida e, com certeza provavelmente, muitas "veteranas" nesse assunto, sentem-se na obrigação de te ensinar como cada coisa deve ser. De lhe avisar para dormir bastante agora, ou de aproveitar bastante o tempo que lhe sobra hoje, porque depois que chega o bebê, bom, vocês já sabem... dentre outras coisas até mais íntimas, sendo que a maioria desses "contadores de histórias" jamais teve alguma intimidade com você, ou com sua família para se expor, ou lhe expor dessa maneira.

O que quero dizer é que, não adianta. Por mais que queiram te ensinar, te explicar e te encher de expectativas, a maternidade está muito além daquilo que dizem por aí.

Esqueça, por exemplo, que dormir muito agora vai adiantar de alguma coisa, o cansaço que você vai sentir será em um nível tão alto (mas tão alto) que parece que você nunca chegou a dormiu na vida. Mas, a verdade, é que acordar para amamentar as 3 horas da madrugada - ou de 3 em 3 horas - não é esse bicho todo, mesmo pós-cesárea.

Não dispense qualquer tipo de ajuda. Sua mãe, sua sogra, seu marido, a família em si, deseja ajudar? Permita! É certo que o parto normal permite que você se recupere muito - mas muito mesmo - mais rápido. E mesmo assim, toda ajuda (da família e de quem você confia) é bem vinda. A sua dedicação será toda e completa para aquele serzinho recém-chegado. Por isso, permita ser cuidada também.

Não esqueça de dar atenção ao seu esposo. É certo que ele tem consciência que aquele bebezinho será o centro das atenções, inclusive da dele. Mas, as vezes, uns 20 minutinhos de boa conversa com seu cônjuge enquanto o bebê tira aquela soneca alegra o dia. Cultive esses momentos!

Mantenha a calma. É, principalmente, quando uma criança nasce que a gente aprende que aquele ditado "a gente casa com a família" é a mais pura verdade. Tente manter a essência da sua família (você, seu cônjuge e o bebê) ao máximo, mas sempre com cordialidade. Cuidado para não machucar quem mais quer vos ajudar.

Você, provavelmente, vai ficar triste e, talvez, se sinta só. É normal. Não se culpe, e, vá por mim, essa é a parte mais difícil. Você tem o melhor presente do mundo nos seus braços? Tem. É claro que tem. Mas não sinta-se mal em sentir um pouco de tristeza, ou mesmo se não souber o que fazer.

Outra mentira estória que inventam por aí é que maternidade é instinto. Sim! Tem muito disso. Mas tem hora que você não sabe mesmo o que fazer e ponto. O instinto nessa hora manda você procurar quem confia, ligar para o pediatra, ou acessar o Google.

Não importa o que digam, AMAMENTE! Se possível, somente leite materno até os 6 meses. Muitos vão dizer que o leite materno não alimenta tanto assim. Que é só um lanchinho. Mas a verdade é que você verá a diferença que o leite da mãe faz na vida da criança... No entanto, se no seu caso, o leite não for suficiente (também tente esquecer um pouco da estória que cada mãe tem o suficiente para seu filho, talvez não tenha; e por isso é bom ficar atenta) não se intimide em dar fórmula ao seu bebê, os cientistas da Nestlé estudaram bastante para isso. Pode confiar! Mas somente se for o caso. Valorize o seu leite.

Ah, e amamentar não é instintivo. Não! Você não nasce sabendo. Por isso, preste atenção quando a enfermeira, pediatra, médico, for lhe ensinar. Amamentação é um aprendizado e que boa parte você aprende com seu filhotinho. E sim! Dói! É claro que isso não é universal. Mas, é muito provável que mães de primeira viagem sintam bastante incômodo. Mesmo assim, não desista da amamentação. A dor chega e passa antes do que você imagina. Isso, se você (como eu) sentir dor. Pode não sentir. Simples assim.

Não compare seu bebê com nenhum outro. Tome essa posição. Muitos irão lhe dizer que o bebê de fulana é tão maior, ou mais gordinho, ou menos, enfim, tente 'não ouvir' esse tipo de "asneira". É! Desculpem a grosseria. Mas chegar para uma mãe recém-nascida e falar esse tipo de coisa... faça-me o favor! Além disso, cada criança tem seu jeito, seu tempo, seu biotipo e sua carga genética. Além das influências do meio e por aí vai. Não dá pra comparar! Por isso, tente absorver o mínimo quando uma pessoa maluca dessas vir com esse tipo de conversa.

Prepare-se! Pois seu coração jamais sentiu tanta alegria quanto a que você sentirá a partir de agora. Porque mãe né?! Fica feliz até com o cocô do seu rebento (é sério!), rsrs. Mas, é isso mesmo. É uma alegria e uma enxurrada de sentimento que só aumenta a cada dia. Tem amor, paixão, compreensão e compaixão que não acabam. Sim! A mulher muda. Torna-se mais humana, e mais certa da existência de um Deus Criador (pelo menos é assim que penso!). A maternidade nos faz conhecer um lado nosso que provavelmente nem sabíamos que estava aqui. Além disso, melhora todos (quando eu digo 'todos', são todos mesmo!) âmbitos da vida do casal.

Não importa o que dizem, nem mesmo o que eu disse aqui, o que você irá viver daqui pra frente é incomparável.

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