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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Bom de boca

Achei graça certo dia ao ler uma mãe pedindo 'conselhos' na rede social, pois o seu filho - de 10 meses - ainda não comia sozinho: Quando ele vai comer sozinho? Estou muito cansada de dar a comida na boca. Achei graça, pois observando o Pietro no auge dos seus 16 meses, querendo comer sozinho e me se lambuzando inteiro, pensei: rá, ela não perde por esperar!

Curiosa como toda mãe, fui pesquisar mais sobre o assunto alimentação, mastigação, autonomia, dentre outros. E achei interessante um artigo do site Guia do Bebê sobre a preguiça de mastigar.

Muitas mães preparam a comida dos seus filhos batendo tudo no liquidificador porque dizem que eles só comem se tudo estiver bem mole. Vida boa é essa, hein? Nananão. Saiba que essa preguiça de mastigar é prejudicial para a saúde do seu pequeno.

Vamos explicar o porquê da bronca. Na maioria das vezes, a preguiça de mastigar acontece pela hipotonia dos músculos da língua, lábios e bochecha, isto é, a flacidez desses músculos. A flacidez existe por falta de exercício na região oral.

Essa flacidez traz sérios prejuízos principalmente na formação dos dentinhos e aquisição da fala. Os músculos flácidos não conseguem fechar os lábios e a criança começa a respirar pela boca. A respiração oral deixa ainda mais os músculos flácidos e a respiração nasal fica mais difícil, como um ciclo vicioso.

A respiração pela boca, principalmente se associada ao uso de chupetas, mamadeiras ou sucção de dedo, deformam a arcada dentária da criança e esta terá problemas na aquisição da fala. Você percebeu o tamanho da encrenca por querer “ajudar” o seu filhotinho?

“Respiração oral acarreta mais tarde em problemas como cansaço e falta de concentração, onde juntamente com problemas de fala, dificultará a aprendizagem na escola”, esclareceu a fonoaudióloga Jamile Elias Canetto.

Como corrigir? - Os danos são perigosos, mas há meios de prevenção para a preguiça de mastigar. O melhor exercício até os seis meses de vida da criança é a amamentação no peito. Ao sugar a criança exercita a região oral. Com mamadeira ou chupeta, o bebê não necessita fazer força alguma.

Ao introduzir novos alimentos, a mãe nunca deverá bater os alimentos no liquidificador. As papinhas devem ser amassadas no garfo e oferecidas para a criança para que se acostume com as diferentes consistências, texturas e sabores.

“Deixe as papinhas aos poucos mais consistentes e quando os dentinhos começarem a aparecer, pedacinhos de legumes, verduras, carnes e frutas devem fazer parte da alimentação”, ensina a fonoaudióloga.

Outras dicas – Estimule a criança a mastigar bem, para não engolir a comida inteira e correr o risco de asfixiar. Faça da hora de comer um momento de carinho. Ter hora para as refeições e sentar-se à mesa mesmo com o cadeirão devem ser hábitos estimulados desde pequeno. Comer em frente à televisão ou fazer brincadeiras na hora da comida pode distrair a criança que não mastigará direito.

Com um ano e meio a dois a criança já está apta a comer a mesma comida do adulto, sem a mãe precisar amolecer ou amassar. Respeitando cada fase, a musculatura oral terá força para o bom desenvolvimento das estruturas faciais, como arcada dentária e mandíbula, facilitando assim a respiração nasal e a aquisição da fala.

Bruno Rodrigues

É claro que cada mãe sabe o que funciona - ou não - com seus bebês. Uma das recomendações da pediatra do Pietro logo quando ele fez 6 meses e começou a comer algumas coisinhas, foi de não bater nada no liquidificador. E com ele funcionou. Nunca fez cara feia. Ao contrário, ele sempre gostou muito da textura dos alimentos. E amassávamos tudo no garfo. No entanto, como eu disse acima, cada criança funciona de um jeito diferente. E pode ser que, principalmente, esse início seja mais fácil se a 'papinha' estiver bem pastosa. Afinal, são muitas novidades para a criança assimilar ao mesmo tempo.

Graças a Deus, o nosso pirralhinho é 'bom de boca' e adora legumes. Está 'se achando' por estar conseguindo comer sozinho, tanto, que as vezes até quer dar a colher/garfo na boca da gente... Cheio de autonomia. É claro que ainda estamos na fase de treino. De se lambuzar. E de curtir. 

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