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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vida de mãe empreendedora

Acho graça quando alguém comenta que eu tenho muita sorte por poder trazer meu filho para o escritório e que se pudesse levar o filho para o trabalho ficaria satisfeito.

Então, geralmente, eu digo: tá preparado para não conseguir se concentrar nunca? Preparado para não ter hora do almoço? Hora de descanso? E nem hora para largar? Tá preparado para não ter dia de folga? Tá? Então, se tiver, monte uma empresa. Abra de segunda a sexta das 8:00 as 18:00, pelo menos. Traga seu filho, religiosamente, todos os dias. Chegue mais cedo que os outros funcionários sempre. E, é claro, monte uma estrutura básica para sua criança, com no mínimo uma suíte, berço, e brinquedos.

E assim eu transformo o sonho dos outros em ilusão.

Mas é que isso é ilusão mesmo. Trazer a criança para o ambiente de trabalho faz você perder algumas coisas para os dois lados: para a empresa e para a criança. Quer dizer que é ruim? Não é! Mas quer dizer que o cansaço é monstruoso e, quase, ninguém aguenta.

As pessoas me acham muito sortuda por ter essa oportunidade. E sou mesmo. Não mudaria minha escolha, no entanto, é preciso reconhecer que a semana passa se arrastando, e que na sexta-feira você está em um nível de exaustão inexplicável. Além disso, nem todo cliente entende que vai ter que esperar mais 20 minutos para ser atendido por você - porque tem coisa que somente você faz - só porque você precisa fazer seu filho parar de chorar, ou dar banho, ou colocar para dormir.

Não é simples.
Mas que compensa, compensa!

Pesquisando mais sobre o assunto, encontrei um vídeo da Maternarum que trata do empreendedorismo materno e apoia as mães empreendedoras, que fala exatamente o que eu gostaria de dizer para as mães que desejam ser empreendedoras.

Percebam, é claro, que na maioria das vezes, esse fenômeno se dá no home office mesmo. A maioria das mulheres abdica da carreira profissional para se dedicar a outras. Muitas vezes, para descobrir talentos que nem sabiam que tinham.

No meu caso, no entanto, segui o caminho contrário. Montei um esquema de apoio na própria empresa. E hoje vejo que meu pequeno está muito entrosado e acostumado com o que é o trabalho. Apesar de Pietro ter 1 aninho (e 6 meses), ele entende bastante que as máquinas têm o seu devido lugar, e que nada daquilo é brinquedo. E que todas as pessoas do ambiente são importantes. É! Talvez eu esteja exagerando quando digo que ele entende. Mas, a verdade, é que ele está acostumado. Creio - e assim espero - que deverá crescer como eu e minha irmã, sem traumas por ter pais que trabalham demais. Pois como somos co-participantes dessa empreitada, sabemos o valor de cada coisa. O valor do trabalho e da importância de ser empreendedor. Assim, anseio que aconteça com meu filho e que todo esse esforço um dia valha a pena.

Posso adiantar, que hoje já vale muito.


2 comentários:

  1. Vai valer a pena com certeza!
    Muito força, Marcela! :)

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  2. Tudo sempre tem o lado bem e o ruim, né?
    Foque no lado bom! Pietro vai aprender os valores direitinho.

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