quinta-feira, 31 de julho de 2014

"não é bom estar só.


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Este conceito de amor justifica afirmações do tipo “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”.

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que “não é bom estar só”. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com quem celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da companhia do outro no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos ... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado.
Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quanto mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quanto maior o afeto, mais prolongado o tesão.

terça-feira, 29 de julho de 2014

JOMO

 
"tudo o que você precisa para ser feliz provavelmente está mais perto do que você imagina, basta se desligar um pouco do mundo e olhar mais para dentro de você".

JOMO - joy of missing out - ou o prazer de estar perdendo algo.

Definitivamente, precisamos mais disso.



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Projetos pessoais e a maternidade




Já ouvi dizer que depois de ter um filho a mente da mulher sofre um "boom". Um mar de informações e de ideias surgem em sua mente como de uma fonte inesgotável que nunca pára de jorrar. E não é incomum que logo após a maternidade a mãe seja promovida no emprego, ou comece uma nova graduação, ou abra seu próprio negócio.

Não sei se isso é conversa "pra mãe dormir", mas sei que acontece muito mais vezes do que a gente imagina. Cedo ou tarde (ou nunca é tarde) a mãe começa a trilhar um caminho para a própria satisfação. Seja para atender a necessidade da criança, trabalhando menos ou/e em casa; ou, talvez seja para atender a si mesma na intenção que seu filho também lute pelo que anseia tendo como exemplo a própria mãe.

Aliás, tenho lido muito sobre isso, sobre o exemplo que somos/seremos para nossos filhos. Talvez fale mais sobre o assunto, mas não agora.

Escrevi até agora apenas para contextualizar o momento pelo qual tenho passado desde que meu filho nasceu. Desde a chegada de Pietro concluí uma graduação, dessas de dois anos, mas independente disso, que me exigiu metade do meu dia, cinco vezes por semana, contando que eu voltei para concluir o curso e meu pequeno estava com quatro meses, e eu ainda amamentava. Meu bebê foi um guerreiro que não desistiu do leite materno, nem o leite desistiu dele.

Ainda naquele ano decidi que queria trabalhar com festas infantil. Com papelaria, personalizados, essas coisas. E guardei a ideia bem no fundo do meu coração. No início de 2014 chegou a Algodãozinho me tirando o restinho de tempo livre que eu tinha, e mesmo assim só me faz sentir bem, pois é pra mim uma terapia.

Após o nascimento do meu pequeno é notável a mudança que ocorreu em minha função dentro da empresa que trabalhei a vida toda, a copiadora dos meus pais. Passei realmente a fazer parte dela, de corpo, alma e preocupações. E como todos sabem, meu filho vem comigo todos os dias, desde os 4 meses de idade. Ou seja, são vários papéis, todo o tempo, o tempo todo. Não é fácil. Mas a gente consegue. Tento não complicar as coisas, como já escrevi em posts passados.

Mesmo assim, mesmo com pouco tempo, mesmo com tanta correria e pressão. Eu me vejo com o intenso desejo de fazer tudo que me 'der na telha'. Quero fazer tudo, de tudo e tudo ao mesmo tempo.

Percebo que pra mãe é assim: quando começa a ficar fácil a gente arruma um jeito de complicar tudo de novo, seja tendo outro filho, seja entrando numa pós-graduação, se dedicando a um mestrado, entrando num curso de línguas, transformando-se em empreendedora individual ou diretora de uma multinacional.

Essa bendita "complicação" faz com que a gente se sinta viva novamente, não que a maternidade nos mate, mas sabe como é né?! Mãe adora ser desafiada. Adora dizer: eu consigo. Adora dizer: eu que fiz. Adora dizer: a maternidade não me anula.

E não anula mesmo.

Estou cheia de planos para este segundo semestre e para 2015 - espero compartilhar em breve - e apesar de mal ter tempo para respirar, sinto um enorme anseio de conquistar diversas esferas do conhecimento.

Tento ser o mais consciente possível quanto a organização do meu tempo. Sei que não posso aceitar todas as encomendas na Algodãozinho, que preciso sempre dar prazos maiores para entregas de serviços de minha responsabilidade na Copytec, e que se eu quiser fazer uma pós-graduação tem que ser no fim de semana (e quinzenalmente, de preferência).

Porque até a correria tem que ser planejada quando quem corre somos nós, mães.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que eu queria falar sobre a maternidade

Encontrei esse texto da Taís, do Vida Organizada, e não pude deixar de compartilhar, pois é justamente o que andei refletindo sobre a maternidade e todas as implicações desse papel em nossos dias.

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Não é fácil ser pai e mãe hoje em dia. Sempre foi um trabalho árduo, mas atualmente temos muitas atividades em nossa vida. O que a gente precisa entender de uma vez por todas é que um filho é nossa responsabilidade. Outro dia assisti “Histórias Cruzadas” e achei curioso como a moça que era empregada diz que criou os bebês e, um dia, os bebês cresceram e tiveram outros. Isso descreve muitos pais e mães que, inexperientes, têm filhos, sem um planejamento e/ou sem ter a real ideia do que vem pela frente.

Ter um filho é uma responsabilidade para a vida toda. Quem tem criança pequena sabe o trabalho que dá. Bebês demandam 24 horas de atenção constante, até quando estão dormindo. Adolescentes tiram nossas noites de sono igualmente. E, quando adultos, continuamos preocupando nossos pais. E agora estamos no papel deles, fazendo a roda girar.

Quando a gente começa a se acostumar com o trabalho, como trocar fraldas e amamentar, vem a vida e muda todas as regras! Agora é necessário preparar papinhas, proteger os cantos da casa, esconder os produtos de limpeza. Precisa ensinar a falar, a andar, a usar o troninho. Depois, tem que ensinar a criança a ter paciência, a se comportar, a comer sozinha. E por aí vai. O trabalho nunca acaba. Cada faixa etária demanda uma (ou várias) preocupação diferente.

Por fim… fazemos do nosso jeito. Perfeito ou com muitos defeitos, o tempo não espera a gente se preparar melhor. Nossos filhos vão crescendo e, com eles, crescemos como pais e mães. Aprendemos muito também. E, mesmo dando o nosso melhor (ou convenhamos: o nosso possível mesmo), ainda não temos controle do que acontecerá com ele na vida. Não sabemos se ele será cientista ou advogado – se será astronauta ou morador de rua. Não sabemos se acabará se interessando por drogas ou tendo um filho ainda adolescente.

Criamos nossos filhos para o mundo. Ok, já entendemos. Mas aceitamos? Estamos preparados para ver nossos filhos discordando da gente em pontos tão comuns? Em sair de casa, brigar, discordar, ficar sem falar com a gente durante anos? Ou simplesmente viver uma vida completamente diferente da que esperávamos para eles? Por que nós, seres humanos, temos essa incessante mania de achar que todo mundo tem que fazer alguma coisa para satisfazer os nossos desejos e expectativas?

Com os filhos, é a mesma coisa. Quem somos nós para achar que uma pessoa deve agir do jeito que achamos certo? Apenas porque saiu do nosso corpo e educamos com tanto amor? Amor não é dar sem esperar nada em troca?

Estou escrevendo este post para aliviar um pouco a barra de todos nós, pais e mães. Procuremos fazer o nosso melhor sim, SEMPRE. Sempre dá tempo de mudar, melhorar, aprender. Mas podemos apenas inspirar, ensinar, dar o exemplo, e não forçar. Podemos interferir, incentivar, ajudar no que for necessário, mas não podemos salvar nossos filhos. E, mesmo que ele esteja trilhando o caminho esperado por você, é o caminho dele. No ritmo dele, com as mudanças que ele quiser. Precisamos aceitar isso.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

6 páginas do Facebook que me inspiram

Nem só de "acompanhar a vida alheia" é feito o Facebook. Desde que organizei as configurações do meu perfil para que no meu Feed de Notícias aparecesse mais o que me interessava das páginas que eu seguia, que as atualizações de todas as pessoas com as quais mantenho contato, tenho tido belas surpresas.
Textos motivacionais, explicativos, educativos aparecem no meu Feed colaborando para que eu tenha mais usabilidade dessa ferramenta tão útil, porém mal utilizada, que é o Facebook.

Por isso, resolvi listar algumas páginas que me inspiram profundamente; são elas:

É a página da Loja Bon Parti, que também acompanho pelo Instagram. Para mim, é pura inspiração. Pois os objetos para locação são sempre muito bonitos, coloridos e criativos. E as fotos das produções com eles muito me encantam. De forma que sempre entram na minha pastinha de inspiração para 'decoração criativa'. Outra coisa interessante, é que eles tem um show room em Recife, ou seja, mais dia, menos dia, posso alugar um objeto de lá para as produções da Algodãozinho.

Página do blogue homônimo que fala sobre decoração boa, bonita e barata. Adoro o jeito despretensioso que a Ana, e o marido, escrevem no blogue. E página é uma mina de inspiração. Além do mais, é sempre bom ficar atento aos compartilhamentos deles, tem sempre alguma dica legal.

Página da revista - e não do programa de TV -, compartilha muitos textos motivacionais e úteis para quem está entrando, ou vivendo, no ramo do empreendedorismo. Gosto muito!

Página do site de mesmo nome. Descobri a página primeiro para depois conhecer o site. Reúne textos muito úteis, motivacionais e de organização. Gosto sempre de visitá-la uma vez por dia e ler sobre inúmeros assuntos tudo de uma vez. HEHE.

Existe uma revista com o nome Sorria. Daí você já imagina: como pode não ser boa?! Descobri a página a partir de uma série de imagens que eles fizeram chamada: 365 sorrisos. Fiquei encantada. Salvei várias. Até já postei no blogue algumas. Desde então, acompanho a página. A série desse ano é: "Felicidade é..." Vale acompanhar!

Página da revista que compartilha artigos e reportagens da mesma, além de textos interessantes de outras fontes. Gosto do tema, gosto da revista física - apesar de ter lido bem poucas durante minha vida, reconheço que os temas são sempre abordados de maneira profunda, porém singela -, gosto muito do estilo deles e do modelo minimalista que normalmente ronda boa parte dos artigos.

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E UM GRUPO

Esse é um grupo no facebook do qual adoro fazer parte. Apesar de não me sentir minimalista em relação a nada, essa comunidade muito contribui com textos de utilidade pública, matérias sobre organização, procrastinação, e simplificação da vida. Enfim, gosto de ler as dúvidas das pessoas, compartilhar as minhas também.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Reflexões sobre festas e decorações

créditos.

Sim!
Eu amo festas!

Não foi a toa que entrei no ramo.
Aguento mães ansiosas.
E fico loucamente ansiosa também.
Apaixono-me por cada tema.
E cuido de cada festa como se fosse minha. Até porque são! Vão levar minha marca, mas enfim.
Amo comemorar!

Mesmo assim, mesmo com todo amor do mundo, mesmo com toda paixão maluca e todo desejo feroz que tenho que minha lojinha dê certo (tem dado até agora! graZaDeus!!), nada disso, me tira da mente - e do coração - a ideia de que "comemorar vai muito além de kits personalizados e de belas (e caras!) decorações... Mais vale sorrisos, alegria e muito amor que qualquer mesa bem ornada".

Festa pra mim, parte do principio de comemoração, de partilhar alegrias e de aproveitar o momento, de curtir mesmo e de ser muito feliz.

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Marcela.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Transformar é escolha nossa

“Ser miserável. Ou motivar-se. O que tem que ser feito, é sempre a sua escolha”. –  Wayne Dyer

Divulgação Natura

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mágica

“Mágica é acreditar em si mesmo, se você pode fazer isso, você pode fazer qualquer coisa acontecer.”- Johann Wolfgang von Goethe

créditos.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Era uma vez um blogue



Era uma vez, em 2007, uma garota ansiosa por escrever sobre tudo que lhe visse a frente. Uma garota apaixonada e cheia de ideias. Resolveu criar um blog. Já teve outros. Mas esse era pra valer - pensava.

Ela queria escrever sobre tudo. Tentou sobre moda, sobre arte, sobre música, sobre sua religião, sobre as notícias mais badaladas da rede, sobre os livros que leu, sobre as pessoas que conheceu, e até sobre amor... vejam só. 

Em alguns anos estourou a febre dos blogues. Todos tinham blogues. Todos queriam criar blogues de sucesso. Até aquela garota.

O blogue dela, no entanto, nunca foi um sucesso de acessos. Nem disputado por empresas para merchandising. E então ela desencanou dessa história e quis escrever sobre qualquer coisa, como no começo, como no meio e por aí vai.

De qualquer jeito, ela sempre divulgava o bloguinho em suas redes sociais. Pois a verdade é que receber likes e comentários gerava uma sensação muito boa. Ela gostava de saber das experiências e opiniões alheias.

E assim foi por mais uns anos.

Até que ela simplesmente se perdeu de sua inspiração. Mal tinha tempo para pensar. O trabalho, a maternidade e os novos planos, praticamente não lhe deixavam pensar em nada para pôr em linhas naquele espaço. E pela segunda vez na vida, ela pensou em excluir o blogue.

Não conseguiu.
Infelizmente, ou felizmente, ou sei lá, ainda guarda aquela ansiedade de escrever, de falar, de se expressar, e acabar com aquele espaço seria perder um pedacinho da sua vida escrito com muito carinho.

E assim seguiu.

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Escrevo no Radiante a sete anos.
Eu sei. Não parece.
Parece mesmo é que esse blogue nasceu ontem. Que eu sou a mais amadora das blogueira do mundo. Eita! Peraê! Eu sou a blogueira mais amadora do mundo.

Eu sempre tive sede de escrever, de falar, de me expressar. Sempre li muito e sempre amei dividir parte disso neste espaço.

Entretanto, entrei em 2014 cheia de ideias, ciente que teria menos tempo para tudo (Como se eu já não tivesse pouco). Menos tempo para pensar, inclusive. Quem dirá escrever...

Resolvi manter o blogue - é claro !
Mas vou encerrar suas redes sociais, ou melhor, a fan page no facebook. Não irei mais divulgá-lo. E quem sabe até em desativar os comentários - pensarei mais sobre isso.

No mais é isso. E porquê eu precisava falar tudo isso?! Porque esse é meu canto e eu gosto de falar sobre ele.

Simples.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sobre escolhas


Tenho visto/lido muitos textos sobre "escolhas". Não sei se é coisa da minha cabeça, se é coisa da minha idade, ou porque eles estão bombando na net. Sei que de repente todo mundo quer falar sobre _escolhas_ .

Até eu já comecei a escrever sobre o assunto para postar aqui, mas o post ficou pelo meio do caminho e se perdeu nos diversos rascunhos que se acumulam na lista de postagens não postadas.

Daí que resolvi listar os últimos textos que li sobre o assunto. Alguns bem impactantes, outros somente mais do mesmo. Mas que acho válido entrar aqui para que eu me lembre - em algum momento - de relê-los. 

Para, quem sabe, falar sobre o assunto. Ou falar como o assunto mudou minha vida. Ou, o que não mudou na minha vida.

São eles:





Parece tudo auto-ajuda. Alguns são. Outros nem tanto.
A medida que eu encontrar mais coisas do tipo, continuo a listar aqui.

E assim seguimos.

Tempo

Ilustração: Freepik Tempo, não desejo que passes devagar. Tão pouco concordo em passares rápido demais. Apenas passe no seu tempo e n...