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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Projetos pessoais e a maternidade




Já ouvi dizer que depois de ter um filho a mente da mulher sofre um "boom". Um mar de informações e de ideias surgem em sua mente como de uma fonte inesgotável que nunca pára de jorrar. E não é incomum que logo após a maternidade a mãe seja promovida no emprego, ou comece uma nova graduação, ou abra seu próprio negócio.

Não sei se isso é conversa "pra mãe dormir", mas sei que acontece muito mais vezes do que a gente imagina. Cedo ou tarde (ou nunca é tarde) a mãe começa a trilhar um caminho para a própria satisfação. Seja para atender a necessidade da criança, trabalhando menos ou/e em casa; ou, talvez seja para atender a si mesma na intenção que seu filho também lute pelo que anseia tendo como exemplo a própria mãe.

Aliás, tenho lido muito sobre isso, sobre o exemplo que somos/seremos para nossos filhos. Talvez fale mais sobre o assunto, mas não agora.

Escrevi até agora apenas para contextualizar o momento pelo qual tenho passado desde que meu filho nasceu. Desde a chegada de Pietro concluí uma graduação, dessas de dois anos, mas independente disso, que me exigiu metade do meu dia, cinco vezes por semana, contando que eu voltei para concluir o curso e meu pequeno estava com quatro meses, e eu ainda amamentava. Meu bebê foi um guerreiro que não desistiu do leite materno, nem o leite desistiu dele.

Ainda naquele ano decidi que queria trabalhar com festas infantil. Com papelaria, personalizados, essas coisas. E guardei a ideia bem no fundo do meu coração. No início de 2014 chegou a Algodãozinho me tirando o restinho de tempo livre que eu tinha, e mesmo assim só me faz sentir bem, pois é pra mim uma terapia.

Após o nascimento do meu pequeno é notável a mudança que ocorreu em minha função dentro da empresa que trabalhei a vida toda, a copiadora dos meus pais. Passei realmente a fazer parte dela, de corpo, alma e preocupações. E como todos sabem, meu filho vem comigo todos os dias, desde os 4 meses de idade. Ou seja, são vários papéis, todo o tempo, o tempo todo. Não é fácil. Mas a gente consegue. Tento não complicar as coisas, como já escrevi em posts passados.

Mesmo assim, mesmo com pouco tempo, mesmo com tanta correria e pressão. Eu me vejo com o intenso desejo de fazer tudo que me 'der na telha'. Quero fazer tudo, de tudo e tudo ao mesmo tempo.

Percebo que pra mãe é assim: quando começa a ficar fácil a gente arruma um jeito de complicar tudo de novo, seja tendo outro filho, seja entrando numa pós-graduação, se dedicando a um mestrado, entrando num curso de línguas, transformando-se em empreendedora individual ou diretora de uma multinacional.

Essa bendita "complicação" faz com que a gente se sinta viva novamente, não que a maternidade nos mate, mas sabe como é né?! Mãe adora ser desafiada. Adora dizer: eu consigo. Adora dizer: eu que fiz. Adora dizer: a maternidade não me anula.

E não anula mesmo.

Estou cheia de planos para este segundo semestre e para 2015 - espero compartilhar em breve - e apesar de mal ter tempo para respirar, sinto um enorme anseio de conquistar diversas esferas do conhecimento.

Tento ser o mais consciente possível quanto a organização do meu tempo. Sei que não posso aceitar todas as encomendas na Algodãozinho, que preciso sempre dar prazos maiores para entregas de serviços de minha responsabilidade na Copytec, e que se eu quiser fazer uma pós-graduação tem que ser no fim de semana (e quinzenalmente, de preferência).

Porque até a correria tem que ser planejada quando quem corre somos nós, mães.

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