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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Eu não quero abraçar o mundo com as pernas

 
Quando eu resolvi entrar pro ramo de festas infantis (personalizados) eu sabia muito bem até onde poderia oferecer meus serviços. Melhor dizendo, eu sabia que não poderia aceitar tudo, nem fazer de tudo; pois apesar de amar todo esse ambiente, precisava reconhecer que não tenho como arcar com todas as responsabilidades, haja vista as que eu já tenho.

Por ter essa visão, duas coisas me incomodam muito: Em primeiro lugar, tenho completa aversão a aqueles que querem abraçar o mundo com as pernas. São aquelas pessoas que querem dar um jeito de oferecer todo tipo de serviço quando não têm competência (me refiro a competência como estudo, dom, feeling e não só um simples desejo porque todos estão fazendo e -aparentemente- lucrando) para fazer algo com o mínimo de qualidade.

Particularmente, resolvi me especializar em festas infantis, desde então busco estudar temas, moldes, cores, decoração clean, criatividade, e coisas do tipo. Para que os meus poucos clientes possam ter de mim qualidade desde o atendimento, até a entrega dos pedidos. É óbvio que por estar começando, ainda estou muito aquém de onde quero chegar, no entanto, cultivo essa visão para não me perder dos meus princípios. Por exemplo, não aceito pedidos para festas de casamento e formatura, porque não tenho como oferecer algo realmente diferenciado e de qualidade para esse público -ainda-.

Em segundo lugar, tem gente que se acha esperta demais, a ponto de pedir dicas de como você fez determinado molde, de como usou determinado programa de edição, ou do quanto tens cobrado em certo item. É aquela mesma pessoa que abraçou o mundo com os pernas, mas o problema é que essa é cara de pau. Sério! Nunca consegui nada sem bastante estudo -mesmo que seja pelos tutoriais do youtube-, e nunca faço nada de qualquer jeito. De forma que quando um cliente me contrata, eu entro de cabeça na criação do tema, artes, e etc. Por isso que cada uma das minhas festas é única. Porque trato cada festa como se fosse para meu filho. É tudo feito com a maior concentração e amor. Amor sério. De verdade.

Por isso que fico pra morrer, quando chega um desses caras de pau e me perguntam coisas do tipo. Não simplesmente porque perguntam, tenho prazer em responder tudo sobre festa, acho até importante trocar ideias, tirar dúvidas, não vejo problema nisso, o que irrita é que esse carinha-de-pau-que-quer-abraçar-o-mundo-com-as-pernas não quer ter o mínimo trabalho, não quer gastar alguns minutinhos em pesquisa, não quer se dar ao luxo de passar umas horas testando e tentando organizar ou redesenhar um molde, essa pessoa quer tudo pronto. Entrou no ramo porque acha que está 'dando dinheiro', ou simplesmente porque viu que você entrou e achou uma boa ideia.

E sabe do que mais?! Eu não sei como nomear isso. Acho pretensioso demais pensar em inveja. E sinceramente não acho que possa nomear assim.

Uma coisa que poucas pessoas já perceberam é que nesse mundão de meu Deus, existe espaço pra todo mundo. Porque ninguém faz nada igual. Ou seja, sempre existirá gente para apreciar seu trabalho. De forma que não precisa querer abraçar o mundo com as pernas, isso só faz com que você se desgaste mais rápido e perca alguns amigos. E só.




Um comentário:

  1. Quem entra fácil sai fácil... Não se preocupe com esses abraçadores de mundo.
    Mantenha sua qualidade e criatividade!
    Bjo

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