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terça-feira, 9 de junho de 2015

Sobre baby boom, presentes de natal, tanta exposição e apertinhos no coração


Sabe, tem uns dias que andei sabendo que uns casais bem legais que eu acompanho por blog ou redes sociais estão se separando, ou já se separaram. Sabe, dá um apertinho no coração de ver algumas famílias que a gente admira, torce e vibra se acabando... Bom, não se acabando, porque né? Se tem filho no meio, família não acaba, só muda. Mas enfim, fico pensativa e um pouco triste. Mesmo que alguns desses eu nem conheça pessoalmente.
Sabe, esse pensamento todo me leva a refletir sobre a exposição que geramos gratuitamente nas nossas queridas redes sociais. Que é justamente por onde eu acompanhava esses casais de quem falei acima. Sabe, parece mesmo que quanto mais a gente se expõe, menos paz, menos alegria, menos contentamento e menos satisfação a gente tem. Mesmo que não seja isso - e normalmente não é - o que a gente posta.
É estranho isso, não acredito no poder da inveja, como também não acredito em sorte. Mas o que acredito é que quanto mais a gente foca no que os outros "estão vendo" ou no que "os outros vão pensar" - como é o caso das redes sociais - menos conseguimos enxergar a felicidade no caminho.
            De uma forma ou de outra, acredito que a vida tem mesmo dessas coisas. Uns casam, outros separam, outros engravidam e outros escolhem ser somente tios. É a vida que segue. Simples. Filho continua sendo benção. Família - e eu não falo de configuração padrão porque isso na verdade, não existe - é a coisa mais importante que existe.
             E pensando nisso é que andei observando o tanto de mulheres grávidas em 2015. Às vezes me pergunto se essa é uma constatação só minha, ou se esse “baby boom” está mesmo acontecendo. E o mais interessante, em um momento de intensa crise aqui no Brasil. Parece até estranho – e assustador – engravidar numa fase como essa.
             O fato é que, totalmente despreocupados com a situação do país nesse e nos próximos anos – tá bom! Nem tanto! – estamos, por aqui, esperando mais um bebezico. Pois é! Ele (ou ela) será nosso presente de Natal, pois a DPP é para o dia 25 de dezembro. Diz pra mim se não é um presentão?!
            O meu desejo é que com tantos bebês chegando as nossas vidas nesse ano, as famílias possam ter mais contentamento em sua própria casa, vislumbrando a felicidade no caminho, parando de olhar para a grama do vizinho, ou simplesmente, despreocupando-se com o que os outros vão pensar.

Simples.

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