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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Divertida Mente

Acredito que a maior parte dos filmes da Disney não é feito para crianças. Pelo menos, não para crianças pequenas, creio que a faixa etária ideal para começar a assistir e entender determinados filmes da Walt Disney Pictures seria entre 7 e 10 anos de idade.

É o que acontece com Dumbo por exemplo, com Bambi, com o Cão e a Raposa e, especialmente, com Alice no País das Maravilhas. Sejamos francos, o tanto de impacto que tem nesses filmes pode aterrorizar algumas crianças, mesmo que elas não entendam isso propriamente.

Desde que a Disney, sabiamente, comprou a Pixar vejo isso com ainda mais clareza, porém com um pouco mais  de inteligência e doçura. Como os belos e inteligentes: Monstros S/A, Toy Story, Vida de Inseto, Wall-E, Ratatouille, e tantos outros. Pra ser bem sincera, da parceria Disney+Pixar eu não consigo achar um filme ruim (exceto o 'Valente' [Brave], esperávamos por mais, mas aí é questão de gosto).

O  que acontece com Divertida Mente é justamente isso. Pode ser que a faixa etária indicada seja livre e que o filme seja apenas uma animação, mas a dimensão com a qual ele retrata nossas emoções no centro de comando (cérebro) é fantasticamente bela, de tal forma a emocionar praticamente todos os adultos que entram a sala de exibição. Enquanto que as crianças apenas curtem os 'bonequinhos coloridos' (será?)(1).

O filme é definido na cabeça de uma jovem garota, Riley, onde cinco emoções - Medo, Tristeza, Alegria, Nojinho, Raiva- tentam levar a menina através de sua vida. Riley é uma menina de 11 anos que terá que dizer adeus a uma vida feliz em Minnesota e começar uma nova vida bastante desagradável em San Francisco. Os espectadores vão penetrar no seu cérebro e perceber como se formam as memórias, e como uma mistura de cinco emoções humanas – Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo – define as experiências vitais, e fazer novos amigos.

Ainda devo acrescentar a sinopse que a importância das emoções na vida da Riley também moldam sua personalidade de forma que a medida que ela cresce algumas delas vão mudando ou se moldando, como é de se esperar que seja na cabecinha de uma pré adolescente.

O mais legal é perceber a necessidade de cada uma das emoções na formação da criança. E como é importante a presença de emoções não tão, digamos, legais.

É isso que mostra o filme. Bem como as transformações na vida da Riley.

Como era de se esperar me emocionei muito. Muito mesmo. Pensei no meu filho, nos meus filhos (né?), em mim e em como é tão delicado e ao mesmo tempo doloroso e ao mesmo tempo feliz e ao mesmo tempo um turbilhão de coisas emocionantes que brotam dentro da gente; crescer...

Enfim, o filme é lindo.

Indico a todos os adultos.

(1) das indagações que me faço sempre é: até quanto uma criança de 2 - 4 anos de idade consegue entender determinados desenhos animados com suas figuras de linguagem? Será mesmo que não entendem? Será?

Imagem: Divulgação

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