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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sobre o desejo de criar e o que nos impede

O processo criativo para mim, sempre foi algo realmente encantador. Sempre tive inúmeras ideias e planos sobre diversas coisas que exigem da nossa criatividade - decoração da casa, organização da minha bancada no escritório, criação de atividade lúdicas para meu filho, e a criação de festas personalizadas para mim e para a Algodãozinho -, mas sempre esbarrei em alguns dos meus próprios problemas.

A começar pela procrastinação.

Sério! Eu sou procrastinadora por profissão. Só consigo resolver as coisas quando estão no limite. Só consigo entregar projetos em cima do prazo. Só consigo entregar festas estourando os prazos. Só consigo executar organização depois de muita reclamação. Não consigo oferecer a meu filho atividades lúdicas, e sim, só o básico (giz de cera, tinta guache, e um pouco de jogos com bola) e quando ele não está mais aguentando o computador.

Enfim, eu procrastino e boicoto. Boicoto a mim mesma. E o tão idealizado processo criativo não sai do campo das ideias e das listas. Tenho enorme dificuldade de executá-lo.

Além da procrastinação, tenho outros agravantes.

Eu quero fazer tudo ao mesmo tempo. Quero escrever aqui, ler ali e caçar imagens acolá. Nunca estou focada em um processo apenas. Estou em diversos. E como sou nada organizada, acabo por não estar em nenhum. Acabo por não fazer nada bem. Estou envolvida em diversas responsabilidades que não tenho como arcar. E mesmo ciente disso eu mal consigo me desvencilhar.

Além disso, eu desisto. Pelo simples fato de não saber organizar determinadas responsabilidades, eu desisto. Isso acontece, principalmente, pelo fato de eu assumir compromissos e projetos com os quais não posso arcar. Seja pela falta de tempo ou de experiência, ou mesmo de organização.

Quando eu engravidei pela primeira vez, demorei a assimilar que a partir dali eu teria alguns limites. Somente entendi quando já perto dos 8 meses eu desmaiei dentro de casa, sozinha. Eu sempre dirigi meu carro, sempre andei só, sempre resolvi minhas coisas, e então eu podia assumir muitos compromissos que sabia que organizada (ou não) eu conseguiria cumpri-los. A partir da data do desmaio eu não pude mais sair só. E passei a - finalmente - me ver como mãe. E a entender certos limites que eu precisava ter. E pode ser que pra muitas mães superpoderosas gente isso seja apenas uma desculpa para não fazer tudo que preciso. Mas, sinceramente eu ainda não aprendi a ser mais independente. E essa dependência também é um dos fatores que me impedem de concluir determinados processos criativos.

É possível que ao chegar esse segundo bebê eu seja obrigada a FINALMENTE focar no essencial e parar de assumir compromissos desenfreadamente. Tenho um planejamento referente a isso, e espero que dê certo. E que todos esses fatores juntos me sirvam de lição para otimizar essa sensação de 'processos criativos inacabados'.

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Um comentário:

  1. Entendo bem o "Eu quero fazer tudo ao mesmo tempo. Quero escrever aqui, ler ali e caçar imagens acolá. Nunca estou focada em um processo apenas", sofro do mesmo mal.
    Temos que aprender a fazer uma coisa de cada vez!!
    E vou ficar aqui na torcida para seu planejamento dê certo!

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