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terça-feira, 21 de julho de 2015

Tomara que chore

As exclamações mais ouvidas durante a gestação de uma mãe de segunda viagem que já tem um filho menino, são:

Alguém: - Estais grávida?
Eu: - Isso mesmo.
Alguém: - Tomara que seja uma menina.
Eu: - Tomara que chore!

Diálogo 2
Alguém 2: Que bom! Estais grávida!
Eu: - Sim. Estamos muito animados.
Alguém 2: - Queres outro menino ou uma menina?
Eu: - Quero mesmo é que chore!

São basicamente essas as perguntas que escuto quando anuncio a gravidez (agora já bem evidente!). Tenho em mente que seja menino ou menina será, de fato, outro tipo de visão. Afinal, é outra fase das nossas vidas, e o mais importante, é outra pessoa. Não adianta pensar que sendo outro menino será menos difícil, ou caso seja uma menina será mais tranquilo, pois meninas são - no geral - mais tranquila. Isso tudo é teoria de quem não tem filho.

Por isso não me importa muito o sexo (confesso que adoro o mundo dos meninos e ficaria muito animada em ter outro), mas meu maior desejo, de verdade, é que chore. Que chore forte e cheio de vida ao nascer.

Talvez quase ninguém saiba que Pietro, meu primeiro filho, demorou a chorar quando nasceu e me deu os momentos mais angustiantes da minha vida. E infelizmente, um momento inesquecível. Por isso, seja lá qual for o sexo da pessoinha que estou carregando, o meu pedido a Deus é que ele chore com muita força ao ser tirado de minhas entranhas. Que não fique um só dia na incubadora (Pietro passou três), que não precise de respirador, nem de que sua primeira alimentação seja por meio de sonda; ou que eu não possa vê-lo por quase um dia inteiro por causa da recuperação da cirurgia (cesárea) já que ele não pode estar no quarto comigo.

Tomara mesmo.
Tomara mesmo que chore.

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