terça-feira, 28 de março de 2017

Metalinguístico

Imagem: Pixabay


Tenho ficado muito satisfeita com o rumo que o bloguinho está tomando. Voltando a posts mais pessoais e, por isso, mais frequentes. 

Além disso, optar por um layout mais clean e minimalista foi, para mim, uma ótima ideia. Especialmente pelo conforto visual.

Voltar a registrar a vida e reflexões no blogue é um dos projetos que coloquei na mente para 2017. Como não estou preocupada com acessos (caso contrário não manteria esse espaço por dez anos!), o registro é a parte fundamental do porquê de manter esta ferramenta.

E também pelo fato deste ano completarmos DEZ anos de postagens. Quis fazer deste ano, um ano especial neste sentido. E acho que estou no caminho certo.

Assim espero.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Vamos dar um desconto a nossas crianças

Uma semana de mudança no sono.
Duas noites de choro sem fim.
Exaustão intensa.
Mas pior que o pais física e mentalmente cansados, é o bebê choroso. Provavelmente com dor de cabeça, e dores pelo corpo por não conseguir descansar.

Nossa rotina de sono está estabelecida a muitos meses. Quando minha filha mais nova chegou {e eu pude voltar para casa depois dos problemas de saúde que tive}, não demorou a incorporar a nossa rotina. Dormir razoavelmente cedo. E manter duas sonecas ao longo do dia.

Mas nas últimas semanas, quatro (QUATRO! Q  U A T R O !!!) dentinhos resolveram nascer, somando DOZE dentes no total. Ela passou dias bem irritada, babando muito, até esquentadinha. Mas nada disso influenciou muito no sono.

Então, em uma semana vi nossa rotina revirada. E vi também muitas olheiras e cansaço extremo.

Repare bem. Estou praticamente a um ano com as duas crianças dormindo antes das 21 horas. Então, é normal que ache muito estranho - e cansativo - se algum dos meus filhos resolve passar das 22 horas.

O fato é que Mallu está crescendo - muito rápido! - e crescer, como eu já escrevi uma vez, dói. Dói pra caramba neles. Das poucas coisas que tenho lembrança da minha infância, as minhas imensas dores nas pernas são as mais fortes, quando minha mãe resolveu me levar ao médico ele simplesmente disse que era porque eu estava crescendo, e todo o processo de circulação, calcificação dos ossos, dentre outras coisas, estava crescendo também e aquilo poderia ser doloroso. E eu posso falar, doía muito. Muito mesmo!

Então que numa noite dessas, de choro intenso, e de muito colo eu parei pra pensar em todo esse "sofrimento do crescimento" e percebi que preciso dar um desconto para minhas crianças. E que, na verdade, talvez essa cobrança para que eles se encaixem em nosso mundo adulto perfeito, seja um problema mundial (oooohhh!) com a infância.

Queremos que as crianças entrem na nossa rotina a todo custo. Que eles sejam diurnos, e não noturnos. Que sejam obedientes e quietos. Mas a realidade é que a infância é a fase mais importante de descobertas para o ser humano.

E se hoje sabemos que existe humanos que 'funcionam' melhor a noite, ou que são inquietos por natureza, ou que são emotivos por natureza, ou simplesmente que tem limitações, gostos e angústias diferentes uns dos outros, por que não seriam assim as nossas crianças?!

Vamos dar um desconto para nossas crianças!
Vamos permitir que eles descubram o mundo da melhor maneira. Pois criança é inquieta por natureza. Testa limites dos adultos para aprender a se dar limites. E, mais tarde, na adolescência, anseia por responsabilidade para aprender a valorizar a vida.

Vamos dar um desconto para os nossos pequenos.
E mais, vamos dar um desconto a nós mesmos!

***

quarta-feira, 22 de março de 2017

Mais um dia

Mais um dia. Escola. Chororô. Não quer ficar sem mim. Quase cinco anos e o apego exacerbado continua. Inclusive desconfio que antes era menos. Eu tenho que entender. É a chegada dá irmã, juntamente com a rotina difícil. 

Me culpo.

Vejo o quanto de peso estou depositando nos ombros das minhas crianças. Praticamente obrigando-os a encaixar-se nessa minha vida maluca. Numa viagem toda manhã. E noutra toda noite. Com escalas exaustivas.

Eles estão tão cansados quanto eu. E mal podem demonstrar. Ah meus pequenos valentes! Quanto enfrentam todos os dias. Quanto! Quanto?

E o quanto tudo isso vale a pena?!

Essa é a mistura de sentimentos, culpa e dúvidas de uma mãe que resolveu trazer seus filhos ao trabalho. Não é fácil, muito menos simples. Por hora, parece a melhor opção. Mas eu me pergunto todos os dias ao acordar: até quando?! 

Esse breve relato, escrevi na minha conta do Instagram (@rodriguesmarcela), numa postagem com a foto do meu filho mais velho. Tenho compartilhado textos maternos por lá, o que me tem feito certo bem.

Essa situação tem se repetido ao longo desses poucos meses desde o início do ano letivo. Meu filho continua na mesma escola, com os mesmo amiguinhos, com a mesma rotina. Tudo muito igual. Mas ele não está bem. Somo apegados. Mas não a esse ponto. Eu me pergunto o que tenho feito de tão diferente. No que não estou acertando, ou se há algo de errado (como bullying ou algo do tipo, que imagino que não, pois a escola dele é muito cuidadosa e tem um canal muito acessível de comunicação escola >>> família, e vice versa).

É quando paro pra refletir e percebo o quão cansados meus filhos estão. E se a rotina, distância e exigências estão dificeis para mim, imagina para eles! Eu me sinto péssima em perceber o quanto de peso tenho depositado sobre os frágeis - e ao mesmo tempo tão fortes - ombros deles.

Eu observo e percebo o quanto são guerreiros. O quanto estão lutando comigo para fazer funcionar a nossa vida, a nossa família, a nossa rotina. Como são fortes! E ao mesmo tempo, como estão frágeis e cansados. Afinal, quem não cansa?! Afinal, são crianças e precisam tanto de mim quanto preciso deles. Eu vejo a insistência do meu filho mais velho em ficar comigo como um pedido de "mamãe, precisamos desacelerar". E penso em tudo que posso fazer para atendê-lo.

* * *

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia da Felicidade

Soube que hoje é o Dia da Felicidade foi dia 20 de março, ontem.
Alguém me mandou no whatsapp e lançou a pergunta: O que te faz feliz?

Enquanto via as respostas das amigas, pensava sobre o que me faz feliz atualmente. Afinal, essa noção de felicidade vai mudando de acordo com as fases, épocas e idades da gente.

Como eu sempre digo: felicidade é o caminho, nunca o lugar onde se chega. Pra mim, felicidade tem a ver com satisfação. E estar satisfeita é ter sucesso. Independente de ser rico ou não.

Então, pensei bastante sobre o me faz feliz atualmente e percebi o seguinte:

Uma boa e confortável noite de sono me faz muito feliz. Poder ter um momento relax (passear, ir ao cinema, ir ao teatro, ou mesmo comer tranquilamente em um bom restaurante), acompanhada do meu marido (ou das amigas, ou sozinha), me faz muito feliz. 

É engraçado quando se é mãe e a gente volta a dar valor aos pequenos momentos, ou a simples momentos de relaxamento e descanso. É claro que ver meus filhos felizes e com saúde também me traz felicidade. Mas se eu parar pra pensar no que eu desejaria de verdade, só por hoje, então... é aquela singela listinha acima. E você? O que te faz feliz? Ou o que te tem feito feliz, ultimamente?

Pixabay

sexta-feira, 17 de março de 2017

Dúvida: maternidade é isso mesmo?


Pinterest

_ Não mexe nisso aí, Pietro.
_ Mallu, desce daí.
_ Pietro, você não me ouviu?
_ Mallu, larga o ventilador!
_ Pietro, por que você não me escuta?
_ Mallu, não sobre aí.
_ Pietro, não pode!
_ Mallu, desce daí!

O dia todo. Todo dia. O tempo todo. Todo o tempo.
Mallu está na fase das descobertas, mas do jeito que é trelosa vai acabar descobrindo como levar um choque (apesar de todas as tomadas estarem seguramente fechadas). Pietro está na fase dos questionamentos e de fingir que não é com ele que estou falando.

Eu, estou na fase de muito choro escondido, de um cansaço (especialmente mental) imenso, de uma frustração ferrenha e de uma culpa terrível. Além de um sono sempre interrompido e de interferências deprimentes.

Tem dias.
Temos dias e dias.
E nem sempre é ruim.
Apesar de sempre ser cansativo.

Em dado momento, enquanto eu me perguntava mentalmente: "maternidade é isso mesmo?" Chega uma colega, fala como meus filhos são lindos e solta: "ah, a gente só consegue viver mesmo depois que eles crescem mais um pouco, lá para os seis, sete anos. enquanto isso, a gente vive pra eles... e só". É claro que eu não concordo plenamente com isso. Mesmo assim, confesso que é frustrante a maioria do tempo. Fico me indagando se é isso mesmo ou se estou fazendo tudo errado.

Vamos acompanhando...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobre planos & desejos

img weheartit


Eu leio livro e artigos sobre assuntos diversos, mas especialmente sobre organização, minimalismo, empreendedorismo, empoderamento, dentre outros; mas que na maioria das vezes tratam do que você sonha ou deseja para a vida.
Quais seus planos para o futuro? Ou, por que não trabalhar com o que você ama? E, o que você ama? Ou mesmo, o que te faz feliz?

Sinceramente, eu nunca tive respostas concretas para essas perguntas. Até hoje eu não consigo especificar o que de fato me faz feliz, porque eu acredito que as questões da felicidade envolvem mais o caminho que o lugar onde chegar, e o que estamos precisando para nos sentir satisfeitos naquela fase da vida em questão. Ou seja, para mim, a felicidade tem mais a ver com o momento atual que com o futuro. Não sei se isso faz muito sentido, mas é assim que funciona na minha mente.

Um dia desses me disseram: mas você nunca trabalhou na vida. Pois eu trabalho na micro empresa da família e até então (quase 30 anos) só trabalhei lá mesmo. Isso me deixou pensativa e até triste. Mas confesso que sempre tive em mente que trabalharia justamente onde estou até que meus pais decidissem se "aposentar" e eu ficasse com as rédeas da empresa. Que - com essa crise - não sei bem se vai acontecer. Mesmo assim fiquei bastante triste com a 'visão' que determinadas pessoas tem de mim.

Outro dia, voltei a dar uma folheada no livro Vida Organizada, da Thais Godinho, e me peguei atenta as páginas sobre construir planos a curto, médio e longo prazo. E percebi que não os tenho. Não tenho nenhum sonho guardado desde que a maternidade me pegou. Antes de conhecer meu marido, eu sonhava em ter uma família e ter o nosso canto. Compramos uma casa e hoje temos dois filhos, além de muito cansaço (hehe). Mas depois que 'construí' essa parte nunca mais pensei sobre o assunto. 

Realmente não sei o que quero estar fazendo daqui a 10 anos, por exemplo. Ou onde eu espero estar, seja na minha empresa ou na empresa dos meus pais (meu local atual). Ou mesmo num cargo público. Nunca. Nunquinha. Parei para pensar com propriedade neste assunto.

E até parei. As vezes, quando eu estou deprimida acaba surgindo o seguinte pensamento: o que estou construindo? E com que finalidade?

E por isso, resolvi (novamente) me dar um exercício, e começar a pensar em quais são meus desejos atuais. Sem aprofundar muito o assunto. Com o primeiro pensamento que vem a mente.

Meu desejo a médio prazo (até 5 anos) hoje (15/03/2017) é:
  • morar mais perto do centro da cidade; pois apesar da nossa casa ser ótima, morar distante do centro está no causando muito cansaço, além da logística com duas crianças estar ficando impensável.
Meu desejo a curto prazo (até 1 ano) hoje (15/03/2017) é:
  • redefinir meu guarda roupa e minha forma de consumir moda e beleza; mesmo que financeiramente essa seja uma mudança de hábito bem complicadinha, quero mesmo assim e estou melhorando muito meu olhar sobre o que realmente fica bom no meu corpo, assim gordinho como ele é - e sempre foi. Além de me preocupar mais com a QUALIDADE em si e não com o preço, especialmente dos produtos para o corpo.
Meu desejo a longo prazo (até 10 anos) hoje (15/03/2017) é:
  •  ter mais flexibilidade com a minha vida, poder me dar o luxo de acordar uma (ou duas) horas mais tarde e dar mais qualidade de vida a minha família (marido e filhos); apesar de parecer desejos simples, são minha maiores dificuldades e maiores desejos de hoje em dia. Por isso foi o primeiro pensamento que me veio a mente. Se em dez anos eu não conseguir pelo menos alcançar algo dessa lista, então preciso realmente de ajuda especializada.

As vezes eu me pego pensando se somente eu passo por essas indagações ou se tem mais gente que pensa assim. Então, se você leu esse texto até aqui, 1º) parabéns e obrigada (hahaa); 2º) compartilha comigo nos comentários, no email, no whatsapp, e me diz se já tem seus planos e desejos bem definidos ou se tem tantas (ou mais) indagações que eu.

Tempo

Ilustração: Freepik Tempo, não desejo que passes devagar. Tão pouco concordo em passares rápido demais. Apenas passe no seu tempo e n...