terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Mãe não descansa

Mãe não descansa, não dorme, não come, não toma banho, não usa o banheiro. Suas 24h são dedicadas a seus filhos.
Passam a viver, em parte, a vida das crias. Se comeram, se choraram, se fizeram cocô, e tem as tarefas da escola, as obrigações sociais, as pessoas dizendo o que você deveria fazer e sentir... Ufa... ser mãe não eh mais que ser pai. Ser mãe eh ser mãe e ponto final! Não há o que comparar. Não ha importâncias ou circunstâncias que caiba comparação. E isso se deve ao papel de mãe que cada uma desempenha. Ha aquelas mais presentes, outras ausentes, mas o valor delas se mede pela relevância de sua figura pelos filhos. São eles que servem de termômetro qualitativo de uma mãe. E o quão significativa eh sua presença. 

Talvez por isso, ao fim de mais um dia exaustivo, você se sinta recompensada pelo abraço carinhoso, pelo beijo afetuoso, pela carícia despretensiosa desses pequenos seres que tem tão pouco, no sentido material, a te oferecer, mas que emocionalmente renovam as forças pelo simples fato de existirem.



Texto: André Torricelli 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Reclamar menos

É frustrante!
Decidi por mim mesma que faria de 2018 um ano para se reclamar menos. Como andei deprimida em 2017 e nada parecia bom (e nem tava mesmo), quando escrevia sobre minhas expectativas para este ano eu sempre pontuava o quanto iria me esforçar para reclamar menos.

E aí o ano novo chegou.
Começou lindo e gostoso. Tranquilo. Em família. Férias.
Nossa! Como tava bom!

De repente vem uma doencinha que pega meu menino de jeito. Três dias de febre. Moleza no corpo. Emergência. Garganta inflamada. Remédio. Fica bem. 
E depois da noite escura vem...

A minha menininha que adoece - quase sempre - em seguida. Passa UMA SEMANA tendo febres inexplicáveis. Emergência. Exames. Furadinhas. Muito choro. Dela. Meu. Fico desesperada. Triste. A-C-A-B-A-D-A. Mas passa.

Vencemos. Ela venceu. Eu venci. Todos estão bem. E...

Eu adoeço. Mas sabe como é. Mãe quando adoece, é diferente. É tenso. Porque nada pára pra te acompanhar. As crianças começam na escola, adaptação da mais nova e novos desafios do mais velho.
Parece que a rotina vai desandar. Mas fica bem. Vencemos a primeira semana.

Mas, a mãe aqui, ainda está doente, cansada, dor em todos os ossos do corpo. Tá bom, vai. Nem todos. Mas na maioria. Fico mal. Odeio sentir dor.
Volto a reclamar. Reclamo sem parar. Choro de desespero. Reclamações. E eu caio em mim.

É frustrante!

Queria não reclamar. Achar essa tal da leveza. Mas tô aqui, com vontade de desistir de tudo (pra variar). Sinto aquela "deprê" chegando, mas eu fiz um acordo comigo mesma de fazer essas sensações melhorarem. 
O dia anda. A vida gira. E ainda tem TANTA coisa pra acontecer. Não quero esmorecer da minha decisão de reclamar menos.

Lembra do lema pra 2018?
Pense no que pode dar certo.


Estou pensando. Respiro e penso. Penso e respiro. Eu sei que faz sentido. E sei que tudo logo melhora. Sei também que é bastante cansativo. Mas que não existe caminho não-cansativo para a maternidade e para a vida adulta. Então, é o que temos.

Reclamar menos.
Pensar no que pode dar certo.
E seguir.
É assim!

***

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Lema de 2018: Pense no que pode dar certo!

Pixabay


Semanas atrás, recebi uma newsletter que me fez pensar sobre a maneira que eu sempre enxergo o mundo.
A maneira do pessimismo.
Não é de hoje, que sou assim. Talvez, pela minha constante e sempre intensa ansiedade, defini para mim mesma a máxima de que "a expectativa é mãe da decepção", e lutava com tudo que podia para não criá-las. Percebi, no entanto, que isso colaborava para que eu cultivasse ainda mais ansiedade. E uma ansiedade ruim. Pelo que não ia dar certo. Sempre crente que o que eu estava construindo ia, em algum momento, desmoronar.

Nossa! Como isso me fazia mal!
E como eu não enxergava!!

Até que, ao ler essa frase, comecei a tomar uma posição diferente diante das obras da vida. Comecei, com sinceridade, a pensar no que pode dar certo. A pensar que PODE dar certo. E que se der certo, vai ser massa. Posso ficar feliz. Posso cultivar boas expectativas. E posso ter em mente que se NÃO der certo, tudo bem. Bola pra frente. Se for o caso, tentamos de novo. Se não, seguimos.

É interessante como uma mera mudança na nossa postura frente a vida, e tudo que se desenrola nela, pode melhorar significativamente os nossos dias.
Não digo que consigo levar com "mais leveza" os dias, pois tenho uma personalidade nervosa e ansiosa. Mas tenho conseguido levar de maneira menos triste os maus dias (que já deram as caras por aqui, algumas vezes) e tenho estado mais feliz durante os dias bons e tranquilos.

Percebi que, talvez sem querer, "PENSAR NO QUE PODE DAR CERTO" tornou-se meu lema para 2018. E acredito que vai dar muito certo.

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O melhor ano da minha vida

imagem: pixabay Caí na armadilha das Newsletters . Mal o ano começou e me vi cadastrada em pelo menos cinco " news " que cheg...