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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A Saúde Mental dos nossos FILHOS


A L E R T A : Tem textão. E se achar ruim, ainda gravo vídeo. 

Vou te contar... Uma das minhas maiores preocupações enquanto mãe - especialmente depois que descobri meus 'transtornos mentais' - é com a SAÚDE MENTAL dos meus filhos.
Muitas vezes penso que apesar dos meu pais fazerem o que podiam por mim e por minha irmã, a preocupação sobre a nossa mente não era assim... Digamos... Importante. Pais já tem tanto com o que se preocupar, não é?!

É! Mas ainda tem mais.

Depois de passar por períodos de profunda depressão sem ajuda alguma e sem conseguir me desarmar e compartilhar com alguém os meus transtornos e inquietações, eu desenvolvi um transtorno de ansiedade que me levou para UTI. E eu ainda não tinha caído em mim que precisava de ajuda até o momento que meu corpo gritou por ela. Ainda estou enfrentando muitos desafios e junto a isto ainda tenho o "desarranjo" com minha tireóide que é agente causador de muitos dos meus males.

Então, por esses problemas e pela CONSCIÊNCIA deles, passei a pensar muito em como cultivar uma mente saudável nos meus filhos (?).

Sinto, por exemplo, que meu filho mais velho é bem ansioso. Como eu. Ele sofre por antecipação de um jeito que já me alardeou. Por isso, tento ter muita atenção para a forma que falo com ele e que conto determinadas coisas, como por exemplo que vamos viajar no fim de semana. Pois, se eu lanço essa frase sem cuidado algum, é certo que ele vai ficar desesperado de ansiedade. Estou procurando ser muito cuidadosa. Explicar que as coisas vão dar certo e que ele não precisa se desesperar (volta às aulas, por exemplo).

Mas, vejam só, nossas crianças atualmente tem recebido uma carga muito grande, de informação, de estímulos, de imagens e de possibilidades. Estamos na Era Disney, onde: Você Pode Ser/Fazer O Que Quiser.

É claro que isso não é ruim como um todo. Porém, para quem tem tendências a ansiedade é uma loucura.

O que ocorre é que estamos cobrando demais das nossas crianças. Estamos os enchendo de compromissos. De atividades. E esquecemos que eles são somente crianças. Somente não. Porque ser criança é algo muito importante e essencial. Não devemos tirar isso deles.

Ainda sobre minha história, eu nunca fui criança - propriamente - dita. Eu sempre trabalhei. Não por necessidade. Mas porque sempre achei que era o que tinha de ser feito. Com 16 anos (alô! cadê a adolescência?!) eu já tinha uma profissão.
Isso é ruim? Não. Mas para quem precisa de ajuda, como eu, foi com certeza essencial para ainda mais ansiedades e inseguranças. A verdade é que eu mal tive infância. Mal tive adolescência. Eu meio que passei das fases muito rápido. Ou talvez, nem tenha passado por elas.

É aí que meu coração aperta.
Pois desde cedo, meus filhos vem comigo para a empresa todos os dias. O mais velho as vezes pára de brincar e diz: agora vou trabalhar. É claro que ele não tem função na empresa. A não ser a de nos fazer felizes. Mas, só dele estar desenvolvendo esta mentalidade inquieta meu coração. Pois eu não quero que para eles, as fases pulem, voem ou não exista. Quero que vivam cada fase do jeito que tem que ser (ou que eu acho que tem que ser...).

O fato é que para cultivar uma saúde mental saudável das crianças, primeiro temos que tomar uma posição de lutar pela saúde da nossa primeiro (assim como a maioria de coisas na vida), pois é pelo exemplo que a gente mais ensina e que eles mais assimilam.

Eu quero poder estar atenta a eles, de maneira a ser cuidadosa no falar e segura no agir. Nos exemplo que dou e que sou. E se ao menor sinal eu entender que eles precisam de ajuda (porque eu estou buscando ajuda no endócrino, no neuro, no psiquiatra e no psicólogo), segurar a mão deles e procurarmos juntos.

Atualmente, o que é raro é encontrar quem tenha uma mente realmente saudável. E penso que com o tempo isso irá ficar ainda mais difícil. Então, se precisarmos de ajuda, que a busquemos. E vamos ajudar nossos filhos dia a dia para que eles se tornem adultos saudáveis, seguros e gente boa.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Desabafo sobre a rotina


É normalmente na fase do mês de mais gasto do meu corpo (tpm) que eu repenso minhas condições "rotinescas". É que eu percebo o quanto de peso tenho carregado e é quando desejo que tudo mude de uma hora pra outra.

Mas sabemos que não é bem assim.

Eu tento incorporar a organização na minha vida, mas a constância não é minha amiga. E eu sei bem que é cultivando dia após dia que se cria o hábito. Mesmo sabendo das teorias todas, eu não sou lá boa seguidora. Minha rotina funciona. Loucamente, mas funciona. Porém é pesado! Não é fácil! E depois de ter incorporado mais uma criança ao dia a dia, mel Déus!!, nem te conto de tão duro que ficou.

Das coisas que penso, morar mais próximo ao trabalho - e a escola do maior, faculdade do marido, etc - é sempre o 'salvador da (minha) pátria'. O que pode não ser verdade no dia em que isso finalmente acontecer. Porque eu tenho fé que VAI acontecer.

Eu posso conversar com milhões de pessoas, relatar meus problemas, minhas dificuldades; e sei que as "soluções" que vão me arrumar são as mesmas. Aquelas que eu até já sei. E que eu até daria de conselho. Mas uma coisa que aprendi, e que ando aprendendo, é que o estilo de vida de cada família, é diferente de casa pra casa. O meu estilo de vida é TOTALMENTE diferente do da casa da minha mãe, por exemplo; mesmo que eu tenha vivido lá por mais de 20 anos.

Enfim, o fato - e o desabafo - é para relatar o fato que estou exausta. Sinto o peso da rotina cada vez mais forte a cada semana, e durante esses dias de inconstâncias hormonais, fico pior ainda.
Mas sei que vai melhorar. Cada dia de uma vez. Até que chegue mais dias ruins, até que chegue os dias bons. E assim vamos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

[ Editorial ] Primeiro Trimestre - DESEJOS

Em 2017 resolvi montar uma linha editorial para voltar a postar com mais frequência no blog. Como o que escrevo é extremamente pessoal (o blog é um diário) as palavras chave para os quatro trimestres do ano foram escolhidas a partir desse critério. Além disso, resolvi escolher criar uma linha para os trimestres, e não para o mês como é comum ver nos outros blogs, por achar que esse é tempo suficiente para que eu possa desenvolver determinado assunto.

Os temas virarão automaticamente marcadores para que essa parte do bloguinho também seja atualizada, pois está uma verdadeira bagunça.

D E S E J O S
é o tema para o primeiro trimestre, pois o início do ano é sempre marcado por anseios para a época que vem a seguir. Desejar e ter a capacidade de organizar-se e tornar esse desejo realidade é o que quero começar a registrar durante esses três meses.


Palavras chave: desejo, sonho, realidade.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

7 coisas que gostaria de aprender/fazer na vida antes de morrer

Fonte: Pixabay

Um dia desses, descobri um programa de TV que fala sobre os 1000 lugares para ir antes de morrer. Aí lembrei de uma fase da minha adolescência que esse tema tinha virado um "boom" nas livrarias.
Antes de morrer, antes de casar, antes de entrar na faculdade e por aí vai... Tinha sugestão para todo gosto naquela época. E achei que essa moda tinha acabado. Só que não. Resolvi pensar no assunto e criei minha lista de "7 coisas para fazer na MINHA vida antes de morrer".

1. Aprender inglês

Tenho um mínimo (e bota mínimo nisso) conhecimento em inglês. Basicamente, entendo o inglês da Inglaterra, pois o inglês americano me complica. Pra falar a verdade, nunca gostei desse idioma, odiava as aulas e por fim, só precisava de uma língua estrangeira pro vestibular, então, fui de espanhol. Porém, é de praxe que hoje todos saibam falar, escrever e entender afinal, é ela a língua do mundo globalizado. Por isso, tem de estar na minha lista.

2. Aprender a dançar

Admiro a dança de salão, sendo uma das coisas que adoraria aprender na vida. Não aprendi a dançar e nunca pude entrar numa academia de dança. Além disso, sou aquela pessoa sem "malemolência", gingado, rebolado, enfim, sem jeito meeesmo. Dessa forma, está nos planos que - em algum momento da minha vida - farei aula de dança e dançarei - ao menos - na formatura do meu filho. HEHE

3. Ir a DISNEY antes que meus filhos cresçam.

Pois é. Existe um singelo plano em minha mente de ir a Disney com as crianças em mais uns 5 anos. Mas isso nem para o papel foi. Por isso digo que é apenas um plano. O fato é que gostaria de levá-los até lá enquanto ainda são pequenos e não na adolescência, por exemplo. O meu desejo é o de deixar registrado na infância deles algo realmente infantil e cheio de significado. Parece uma ideia bem fútil, mas tenho certeza que não é, nem será.

4. Estudar música/canto

Eu já cantei na igreja no grupo de louvor e no Coral. Hoje eu só canto em casa e olhe lá! Vejam só vocês: Pietro não gosta que eu cante, nunca gostou; e Mallu não tem opinião formada. O fato é que eu já não canto a um tempo e que, no momento, eu gostaria mesmo é de aprender. Estudar música de verdade, pois eu nunca cheguei a estudar canto e não sei ler partitura, por exemplo, além de outras coisas sobre a imposição da voz, e essas coisas. Mas é algo que com certeza farei depois que as crianças crescerem.

5.Viajar em lua de mel num cruzeiro

Eu tenho pensado nessa possibilidade quando as crianças estiverem maiores. Sair em um cruzeiro e aproveitar para conhecer alguns lugares. Pelo Brasil e pelo mundo.

6. Estudar/Aprender uma arte marcial

Sempre achei legal o estudo das artes marciais. E já pensei diversas vezes em aprender, mas nunca soube para qual delas eu realmente gostaria de 'ir'. Seria algo para ler um pouco mais sobre elas e escolher a que mais se enquadra no que acredito e no que gostaria de aprender.

7. Conhecer Fernando de Noronha

Acho que esse é desejo de 10 em 10 pessoas que eu conheço. Desejo esse que compartilho com todos que ainda não foram. Não é lá aquele sonho dourado, mas é um anseio que acredito que realizarei em um futuro não tão distante (será?).