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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

100 dias

Ontem, meu instagram encheu-se de 'avisos' referente aos últimos 100 dias do ano. Na hora pensei: Já? Só faltam 100 dias? Mas os avisos motivacionais mostravam que AINDA faltava 100 dias e que o tempo, na verdade, poderia ser nosso amigo uma vez que, querendo, existia tempo suficiente para fazer o que lhe faltava, o que queria, ou o que buscava.

Pensei sobre o assunto e amante de listas que sou, elaborei rapidamente uma lista mental sobre as coisas que gostaria de melhorar nos próximos 100 dias e pra sempre...
Como tenho andado insegura com minha aparência, a pequena lista foi sobre esse assunto. E espero que consiga melhorar e seguir esses novos aspectos; que são simples, mas quando se é viciada em açúcar e farináceos como eu, a história é outra...



Já faz tempo que procuro um estilo pra chamar de meu. Antes da maternidade, percebi que o estilo que me agradava era o clássico. Nunca me senti muito, digamos, moderna; tão pouco conseguia incluir novos moods no meu estilo.

Depois que os filhos chegaram minha mentalidade mudou em relação a muitas coisas, e ao meu estilo também. Desde então, procuro um 'lugar' para chamar de meu.
Até que, somente esse ano, encontrei um estilo o mais próximo possível das minhas preferências, o Comfy Chic. Como diz o próprio nome tem a ver com estar confortável e chique ao mesmo tempo. Enchi meu pinterest de referências e já estou testando e achando muito bom.

Quanto as bolachas recheadas e refrigerantes é o seguinte, todo mundo sabe que faz mal, todo mundo sabe que a concentração de gordura e açúcar são enormes e mesmo assim, todo mundo gosta. E eu não fico de fora. As bolachas recheadas (que eu me esbaldava na tpm) já estão ficando fora do meu cardápio a muito tempo, durante alguns dias é que eu não me controlava e comia um pacote inteiro, e pra evitar coisas desse tipo resolvi que é tolerância zero.
O refrigerante é mais difícil, mas... também restringimos ao máximo aqui. Mas ainda dou minhas escorregadas. Quando tive meu 1º filho passei dois anos sem refrigerante, mas depois que voltei a tomar entrou numa frequência não desejável. Então, vamos parando antes que eu fique viciada novamente. Hehe.

E quais os planos de vocês para os próximos 100 dias?!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pequenos conflitos maternos (sacrificios vs. corpo perfeito)





O que é melhor? A satisfação com seu corpo? Suas medidas e o número da sua roupa? Ou, a satisfação de poder comer e beber o que desejar?

A maior parte dos brasileiros, em especial as brasileiras, precisa de sacrifícios com a alimentação, e exercícios diários para manter o corpo numa forma que lhe seja desejável.

Sou mãe de dois e como já postei aqui, minha aparência melhorou em 200% depois do casamento e maternidade. Depois do 2º filho também não tive problemas com a aparência... Até que adoeci com a chikungunya; e desde então meu peso só aumentou. Não sei se tem relação ou se é pelo fato da tireoide também não me ajudar. Então o metabolismo lento somado a essas arboviroses só me complicaram.

Andei querendo ‘me cuidar’, mas quem tem criança pequena sabe que atender a esse desejo não é tão simples. Compramos uma bicicleta. Cuidei do que comer. Mas... Não deu.

A verdade é que o sacrifício com a comida, ou com acordar muito mais cedo (diga isso para uma pessoa acorda NORMALMENTE as 5h00 e sai de casa as 5h30 pra ver onde ela acha tempo) para as atividades físicas não são pra mim.
Adoro comer! Sinto prazer nisso. Além do mais, passei um período depressivo em que a comida era meu alivio e compreensão.
Então, bem vinda aos lindos 10 (DEEEZ!!) QUILOS ganhos de fevereiro até a presente data.

Fiquei pensando que adoraria ter a tal força de vontade e foco que tanto é pregado por aí. Mas não tenho. Eu prefiro comer. E eu prefiro comer de tudo. É tão difícil o dia a dia. É tão cansativo meu dia, minha vida. Que eu não consigo sacrificar meus pequenos momentos de prazer (comer, dormir, assistir uma série – por 5 minutos - ) por uma culinária saudável ou meia hora de pedal.

Daí que andei pensando quantos de nós, ou melhor, quantas de nós, mães, passam por este conflito. A gente quer se cuidar, voltar a forma ‘original’ ou melhorá-la, ou só se distrair;  mas acaba desistindo pelo simples fato de que a maternidade nos suga tanto, que o restante dos sacrifícios tornam-se descartáveis. E é por pensar nisso, e entender que eu não preciso de certos sacrifícios para o momento atual, vou tentando não me arrepender do chocolate, do churrasco e das poucas horas no Netflix, mesmo que algumas vezes (que não são poucas) me sinta feia e insegura.


terça-feira, 14 de junho de 2016

A maternidade nossa de cada dia

Aí você tem filho. E descobre que não é nada daquela lindeza que o povo posta no instagram. Se sente até agradecida. Seu filho tem saúde. Tem se desenvolvido bem. E tudo caminha. Mas se tudo caminha bem, então quer dizer que você ainda não dorme a noite toda. Que anda sofrendo com as reações das vacinas ou o nascimento dos primeiros dentes. Voce ouve mais choros que risadas. Você chora mais que sorri. Você cansa todo dia e pensa como seria se não fosse. Se tudo vai bem é porque provavelmente está se sacrificando para fazer o melhor por eles. E mesmo com tanto esforço é julgada por todo e qualquer motivo. Se tudo está indo bem, você está achando que está fazendo um péssimo trabalho. Que poderia ser mais, fazer mais e se culpar menos.

A maternidade é estranha. É amor e é vontade de sair correndo. É realização pessoal em detrimento da profissional. É sacrifício desmedido sem reconhecimento. É ser feliz com coisas simples e é ficar triste por coisas mais simples ainda. É pensar que não estava preparada pr'aquilo e perceber que nunca estaria. Porque é mais do que se pode imaginar ou teorizar. E é diferente para cada mulher.

Marcela

quarta-feira, 25 de maio de 2016

In - gratidão



Por esses dias, embarquei num congestionamento (um percurso que deveria durar 20 minutos, 30 minutos no máximo, levou 1h40min da minha volta pra casa) que deixou meus nervos a flor da pele; dolorida, estressada e preocupada com as crianças (os dois dentro do carro, juntamente com a avó e a tia).

Fiquei boa parte do percurso reclamando em meus pensamentos. Estava exausta. O dia tinha sido difícil. A tpm estava sendo cruel comigo. E tudo isso junto causou no meu pensamento a maior série de reclamações da história (tenho tido muitas 'séries de maiores reclamações da história' ultimamente), e dramática como sou fiquei a ponto de - como dizemos aqui - arregar.

arregar - Ceder, desistir, não querer continuar, dar-se por vencido.

No entanto, meu temperamento pode ser pessimista, depressivo e dramático, mas da mesma forma - ou mais! -, é imensamente teimoso e (mesmo que muitas vezes eu ache que não) persistente. Veio como um sopro em meus pensamentos: - mas como você está sendo ingrata! Seus joelhos podem estar doendo, afinal o câmbio não é automático, mas já pensou quem está no ônibus lotado do seu lado? Já parou para pensar em quem está esperando na Integração?

Integração - terminal integrado de ônibus. Tem um no caminho que faço para casa.

Bom, agradecer eu não ia. Pois não queria estar ali. E Deus conhece meu coração, e minhas intenções de - para com Ele - ser o mínimo de hipócrita que eu consigo. Mas ingrata eu não queria ser. Eu não deveria ser, pelo menos.

Comecei a pensar nesse sentimento que é a ingratidão. E que, ultimamente, temos sido incitados a ser reclamões, a reclamar de tudo. E que - muito por conta disso - estamos começando a assumir uma postura de ingratos. Isso não é regra, é claro! Mas, vejam bem, quanto mais a gente reclama, menos o olhar de reconhecimento cultivamos; passamos a observar mais os pontos ruins, que os bons.

Não que, em si, a reclamação nos tornará ingratos; mas, provavelmente, nos levará para mais perto disso.

Ingratidão - qualidade de quem não reconhece o bem, ausência de gratidão.
Gratidão - agradecimento, reconhecimento.

Eu sou muito cética quanto essa balela história toda da positividade, otimismo, etc e tal. Mas tenho certeza que o caminho da gratidão deve nos levar a algum lugar realmente bom. No entanto, como eu disse acima, não acho que esse tal 'ser grato por tudo' é algo verdadeiro. Pelo menos para mim, não há como não ser hipócrita vivendo essa máxima. Mas se eu escolher não ser ingrato nos momentos difíceis e conturbados, é quase certo que será menos dolorido passar por eles. E como dá para perceber não ser ingrato nem sempre quer dizer que somos gratos. Eu não seria fingida de dizer que estava grata por estar naquele congestionamento, primeiro porque eu não estava feliz, ao contrário, eu estava mesmo muito irritada e cansada. Mas eu poderia escolher não ser ingrata com aquela situação.

Pois, apesar de cansada, eu estava bem, pois independente da hora que eu chegasse, eu iria para minha casa, e que apesar do cansaço e fome dos meus filhos, eles ficaram tranquilos durante todo o percurso. E que no fim das contas, cedo ou tarde, aquele congestionamento iria acabar, eu não iria ficar ali para sempre.

Percebi que assumir uma postura de 'não ser ingrato' é ser melhor consigo. E se esse processo nos levar ao caminho da gratidão, melhor ainda.