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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre os desabafos que toda mãe precisa fazer



Algumas vezes a maternidade se mostra muito dificultosa. Outras vezes, esse é o mínimo. A maternidade é o menor dos 'problemas'.

Sinceramente, não sei se existe alguma fórmula de levar a vida mais leve; juntando a maternidade, a sua vida como indivíduo, suas necessidades, o trabalho, e o restante. Sei apenas que devo estar fazendo da pior maneira possível. Pois tenho sempre a sensação de fracasso no fim do dia.
É o filho que está mais desobediente e faltando com respeito, algumas vezes. É a filha que tem a personalidade mais forte que a da mãe e do pai somadas, e resolve que - quando não é atendida - deve bater com a cabeça na parede mais próxima para chorar com ainda mais vontade.
É a empresa com projetos para ser implantados, mas que você não consegue sequer terminar de colocar no papel. É o treinamento que você precisa receber, para repassar ao restante da equipe. São os clientes, o motoboy, os funcionários e o quadro sendo reduzido e reduzido. É a crise. A dificuldade de vir morar mais perto.

É a maternidade, a tpm, o machismo, o feminismo, é o mi mi mi, os problemas do governo, a interrupção das crianças nas conversas com adultos, é a intromissão dos adultos na decisão dos outros adultos se é hora ou não de colocar a filha na escola, é o grito que você dá no filho mais velho, é a culpa e o arrependimento dois segundos depois.
E é isso... Isso não é nem a ponta do iceberg... E é tanto. Que... nossa... falta fôlego.

Um dia desses eu ouvi alguém muito próximo falar que MÃE não tem nada que reclamar da vida. Que NÃO PODE. Uma pena que essa pessoa, que também é mãe, tenha sido tão, mas tão, tolhida em sua vida que não se veja no direito de pelo menos sentir-se cansada e PODER falar: 'estou tão cansada'. E poder, ao menos, suspirar de vez em quando. Uma pena!

Mas foi nessa breve conversa que percebi o tanto de carga a gente carrega. E, é claro, que eu não vou vir aqui dizer que 'liberte-se. livre-se das cargas. e blá blá blá'. Porque eu sei bem que as coisas não são assim, tão simples. Lógico que, se você não tem filhos, ou melhor, se você NÃO TEM mais filhos pequenos algumas medidas são muito menos complicadas de implantar. Ter alguns minutos para meditar, poder ir a uma academia, correr de vez em quando (ou todo dia), ir ao salão de beleza, a manicure, ou assistir uma série no Netflix.
Qualquer desses 'mandamentos' para uma mãe de bebês será recebido com uma boa e consternada gargalhada. Pois, as vezes, nem tempo para chorar a gente tem.

Eu confesso, que escrevo essas palavras numa das minhas piores fases maternas. A fase dos questionamentos e de como a vida se tornou pesada. A fase em que não me encontro em mim mesma. E mesmo que queira encontrar minha individualidade perdida, não tenho tempo e paciência de encontrar. A fase em que a gente leva com a barriga a vida. Acorda no automático e pede a Deus que o fim de semana chegue logo. Pra quando chegar o fim de semana ficar frustrado porque não pode dormir mais um pouco, ou perder tempo com as redes sociais. A fase de que até as redes sociais estão um saco. E nem para isso você tem paciência mais. A fase em que você arruma a casa, o menu da semana, a ginástica e os projetos NA MENTE e vê cada um deles ir por água abaixo. A fase das emoções estratosféricas, catastróficas e exacerbadas. Todas elas. Paixão, alegria, tristeza e raiva.

Estou na fase em que eu gostaria de pensar na vida e nos rumos que eu gostaria de dar a ela. Mas aí, percebo que minha vida não é mais assim... tão minha. Tem muita gente envolvida para que eu decida ter um ano, mês, ou dia sabático. Não tem "vale night/day/travel/noitada com as amigas" que me tire da cabeça as preocupações, interrogações e pensamento dos meus filhos.

É aquela fase em que eu queria fugir... Ir para longe de todo tumulto... E - pra completar - levar as crianças junto. E, pra falar a verdade, tenho pensado muito em uma viagem com eles. Pra voltar as boas com a maternidade. Porque eu, sinceramente, penso que - assim como qualquer relacionamento de nossas vidas - chega uma hora que a gente precisa parar de reclamar e fazer dar certo (se é esta a vontade comum). Com a maternidade é só um pouco diferente porque, pelo menos para as mães, não é dado muita escolha... VOCÊ PRECISA FAZER DAR CERTO.

E, por mais voltas e reviravoltas que eu possa dar a este 'desabafo', o fim será sempre a busca - muitas vezes exaustiva - de fazer a maternidade dar certo. De fazê-la funcionar da melhor maneira para o estilo de vida que cada família leva. De dar leveza para a vida atribulada de cada mãe. De ter sensação (tão difícil de experimentar) de estar fazendo um bom trabalho.

E assim seguimos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Minha Última Playlist

Pixabay
 
// O S  A R R A I S

Uma das melhores descobertas musicais de todos os tempos, na música popular evangélica. Os Arrais já saiu até em matéria da Revista Veja, sobre o novo cenário da música evangélica no Brasil. A dupla canta verdades bíblicas e louvores cheios de calmaria. Nada muito histérico, como os louvores neopentecostais líderes de 'audiência' nas rádios. Eles estão mais para o estilo Indie Folk que para o estilo 'pop romântico' que permeiam essa indústria no Brasil.

// L E O N A R D O  G O N Ç A L V E S
Um dos interpretes mais sensacionais e cheio de personalidade da música evangélica. Quase tudo que ele canta é encantador e de tirar o folêgo. Pois o Leo tem um jeito realmente único de cantar e falar de Deus. Ele deu uma parada na 'carreira' para tirar um ano sabático, e não há previsão de que ele volte a fazer apresentações. Mas deixou um Spotify inteiro cheio de canções lindas, interpretadas por ele, ou com sua participação.

// CANÇÃO DA MINHA VIDA - ACÚSTICO NOVO TEMPO

Estou viciada nesta canção. Ela não é de um cantor especifico, ela é cantada por alguns dos cantores da Gravadora Novo Tempo. E eu gosto tanto dela pra começar o dia. Dá um ânimo sabe?!


Praticamente todo mundo já ouviu essa música e, vamos confessar, ela é mesmo contagiante. Dá vontade de sair por aí batendo palmas, dançando e cantando... Hehe. Tá bom. Pode não ser pra tanto, mas que dá uma animada. Ah! Isso dá. Por isso adoro ela.

Outra canção linda. Que faz parte da trilha sonora do Despicable Me 3, e que tem uma letra realmente bonita. É tão gostosa de ouvir e de se deixar levar... E, por outro lado, também sou encantada por trilhas sonoras. Então, gostei de cara.

// SHINE YOUR WAY - OWL CITY

Outra canção de trilha sonora pra levantar os 'astral'. Shine your way é canção do filme Os Croods. E é um primor. Tão alegre e contagiante, que apesar de ser um pouco antiga, merecia estar nesta lista.

E aí? Gostou da minhas escolhas? Quais as suas?

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Últimos na Netflix - Junho/2017

Resolvi compartilhar minha pequena lista de últimas séries e filmes do Netflix. Penso em fazer desta uma postagem de título fixo, para compartilhar de tempos em tempos. Afinal, eu não sou assídua telespectadora, apesar de gostar muito de televisão. Então, lá vai minha lista dos últimos assistidos que merecem atenção (hehe):



//  1 3  R E A S O N  W H Y
A tal da série sobre suicídio. Depois de ouvir muita coisa durante a repercussão dela, quando assisti, não achei apologia alguma ao suicídio. Pra ser sincera, muitas vezes, até me vi na Hanna - de certa forma. E no fim, chorei, chorei muito. Nossa! Que sofrimento tão grande. Por outro lado, as vezes é tão irritante e demorada que a gente quase desiste de assistir. Mas vale!

//  G R A C E  &  F R A N K
Achei a série engraçada e leve. E a Jane Fonda é simplesmente sensacional. É claro que a Lily Tomlin é a cereja do bolo. Com certeza é uma das melhores série de comédia original Netflix. Em poucos dias assisti as três temporadas e quero mais! Rsrsrs. O que mais gostei, no entanto, foi a desmistificação do idoso, não existe limite de idade para viver cada vez melhor. Indico de coração!

//  G L O W
Esta, é uma das séries mais recentes do Netflix. E, também, é um dos seus últimos acertos. Glow explora o mundo da luta livre feminina, de maneira cômica e escrachada. Só me deixou muito irritada o tanto que demora para as meninas lutarem "de verdade". E quando finalmente acontece... Pluft. Acaba a 1ª (e, até agora, única) temporada.

//  M A R C O  L U Q U E
Quem não conhece esse 'serumaninho' que é o Marco Luque, juntamente com os seus personagens?! Já assisti um show dele ao vivo e, pode crer, ele é o que parece. Curto muito. Mas o show dele na Netflix é um stand up e, quem conhece stand up sabe que não se trabalha personagem, mesmo assim dá pra dar boas risadas. No entanto, em alguns momentos, ele parece tão ansioso e afobado que vai se perdendo nas tiradas. Não termina o assunto que começou, além de ter umas 'tiradas' bem machistas. Gostei pouco. Achei que ele é melhor nos personagens que no stand up. 

Percebi que todos os que citei aqui são Originais Netflix (até o do Marco Luque) e preciso reconhecer que tenho uma queda pelos originais justamente por serem novidades. Não tenho paciência para as séries antigas dispostas no streamming. Ao menos, para a maior parte delas.

Então, essa é minha lista. E este é um assunto que vou gostar de compartilhar aqui de tempos em tempos. E você? Indica alguma série ou filme disponível na Netflix? Deixa nos comentários.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Novos Hobbies

Pinterest

Uns meses atrás, eu li sobre o #DESPERTAR_CRIATIVO da Evinha, da Loja LaPomme. Achei a ideia massa. Mas fiquei triste e frustrada por não encontrar tempo, tampouco contentamento para fazer algo do tipo. Ou simplesmente para ter um momento contemplativo.

Mesmo assim, achei por bem criar um diário. E voltei a escrever.
Infelizmente, até agora, ele está cheio de tristes desabafos, pois não me encontro em um momento muito feliz da minha vida profissional. Estou repensando e pedindo a Deus sabedoria e paciência. Mas isso é outro assunto.

No diário também comecei a escrever e testar minha pesquisa e meus estudos sobre caligrafia.
Sigo inúmeros Instagrans de designers especializados nessa técnica. Acho realmente lindo. Acho demais. E resolvi que iria aprender. Por isso estou treinando uns minutinhos todo dia.
E esse virou o meu mais novo hobbie.
Hoje, é o que higieniza minha mente. Guardo uma frase, uma palavra, e reescrevo várias vezes até achar que ficou bom. E assim vou cultivando meu próprio despertar criativo, da maneira que posso.

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