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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Últimos da Netflix

Passou Setembro, Outubro e Novembro e pra ser bem sincera, assisti muito pouco televisão. Pra ser sincera, a rotina meio que desandou e além de estar chegando bem mais tarde em casa, também estou chegando tão cansada que a única coisa que quero é dormir (e nem sempre tem dado).

Enfim, nesses últimos meses meus 'assistidos' da Netflix resume-se as 6 temporadas de Scandal, disponíveis na programação.



Até então, nenhuma série que envolvesse política tinha prendido minha atenção. Mas aí, comecei a ler o livro da Shonda Rhymes, a autora de Grey's Anatomy, How to Get Away with Murder e Scandal, O Ano Em Que Disse Sim, e fiquei muito curiosa enquanto ela falava das suas séries. Como eu já tinha começado a assistir GA e não tive muita paciência, resolvi partir para Scandal. Foi então que viciei. Fiquei totalmente ansiosa com os capítulos e em como a estória fluia.

Foi amor.

Como na maioria das produções da Shondaland, Scandal tem uma personagem principal feminina forte e independente, rodeada por homens atraentes e poderosos. Além de comandar uma equipe de advogados que resolvem qualquer escândalo. A trama tem aquele 'quê' de conspiração, e um tanto de suspense.

Pra mim, uma das melhores séries que já assisti. Por isso, indico pra quem quiser.

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Este é um assunto que estou compartilhando aqui de tempos em tempos. E você? Indica alguma série ou filme disponível na Netflix? Deixa nos comentários.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Direito


Quando se é mãe, as vezes, parece que você perde o direito de determinadas coisas da vida. Perde o direito a descanso e a lamentação. Perde o direito a privacidade e a organização. Perde o direito do planejamento e do improviso. Perde o direito as próprias vontades. Perde o direito as comidas preferidas, e aos passeios mais queridos. Perde o direito, de certa forma, a própria vontade.

Primeiro os filhos. As vontades deles. As rotinas. Os passeios. A agenda deles. Primeiro eles. É o esperado a se fazer. É o que a sociedade está acostumada a ver. Uma mãe, que se abdica. Se sacrifica. Aliás, é "o MÍNIMO que se espera de uma mãe".
Mas tá errado. Não deveria ser assim. A maternidade chega como um peso. Quase como uma carga que a mulher não pode carregar. Justamente por estar abarrotada de expectativas... Dos outros. Por isso é tão comum encontrar mulheres que somem da convivência em sociedade. Julgamento. E condenações, são o tipo de coisas que ganhamos aos montes. E tá errado. Não tem como isso tá certo.
A maternidade é pesada. É cheia de sensações difíceis de assimilar. Não é nada simples. Tampouco instintivo. É insana e cansativa. É feliz e drástica. E não tem como passar por ela de maneira plena enquanto não nos desgarrarmos das expectativas Dos Outros. Enquanto não aprendem a ter sororidade conosco, somos nós mesmas que temos que aprender a se manter mais leve, a ter mais carinho consigo mesma, a impor limites aos pitacos. E assim, a ser mãe e mulher melhores sem abdicar de nenhuma de nossas faces, que são e sempre serão, muitas!

Texto postado originalmente em @rodriguesmarcela.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Eu tenho a oportunidade


Li um texto da Rafaela, que escreve no @a.maternidade, e senti um aperto no peito e um tapa na cara, por estar tão reclamona ultimamente. Veja bem, estou em um ano muito difícil. Estou em um mês muito, muito difícil. Acordando ainda mais cedo e com crianças que estão adoecendo constantemente, eu me vi em um poço de frustração gigantesco.

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Ela dizia: “ existe um único conselho que li por ai e que realmente faz a diferença. Preste atenção, ele não acaba com a frustração, nem mesmo te garante horas extras de sono. Mas alivia, tira o nosso foco do olho do furacão. Funciona assim, durante os dias difíceis, toda vez que você falar ou pensar ‘eu preciso’ substitua por ‘eu tenho a oportunidade’. Eu preciso cozinhar para meus filhos todo santo dia. Eu tenho a oportunidade de cozinhar para meus filhos todo santo dia. Eu preciso acalmar o meu bebe que chora inconsolavelmente todas as noites. Eu tenho a oportunidade de acalmar meu bebe que chora inconsolavelmente todas as noites”

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E assim por diante. Meu coração logo apertou e percebi que como estou equivocada em pensar (muito!) em o quanto nossa vida fosse melhor, se não fosse essa.

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Sabe, ‘eu tenho a oportunidade’ de trazer meus filhos ao trabalho todos os dias. ‘Eu tenho a oportunidade’ de cuidar deles praticamente 24 horas por dia e ainda estar na empresa. ‘Eu tenho a oportunidade’ de acompanhar o crescimento deles do meu jeito. ‘Eu tenho a oportunidade’ de trabalhar e de te-los por perto. ‘Eu tenho a oportunidade’ de ter a ajuda constante e atuante da minha mae, da minha irma e do meu marido. ‘Eu tenho a oportunidade' de criar meus #filhosnotrabalho! E ao invés de reclamar, eu tenho a oportunidade de agradecer. Amém!
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O texto completo da Rafaela esta em todas as suas redes sociais. Que indico muito @a.maternidade.

Texto postado originalmente em minha página do Instagram @rodriguesmarcela

Irmão

Minha mãe sempre me dizia que fui EU quem pedi minha irmã (@nanenanda) pra ela. Eu acreditei nessa história até Pietro fazer 2 anos e não ter sequer ideia do que era ter um irmão. Pedir, então... Nunca no Brasil! .
Concluí que talvez eu nunca tivesse pedido pra minha irmã vir ao mundo, ainda mais pq minha mãe fez tratamento pra engravidar, o que deve ter começado muito antes de eu completar 2 anos (nossa diferença de idade é de 2 anos e 7 meses).
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Mas eu entendo. Sabe por quê? Por que fui eu mesma que pedi pra meu marido um segundo filho. Fui eu mesma que sussurrei no ouvido dele: - eu quero outro filho seu!
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Sabe por quê? Porque a mãe (eu, nós) vai sentindo (com o tempo) a necessidade de fazer irmãos. É claro que, a depender da necessidade e das privações, a mãe vai ou não ceder a essa chantagem emocional do seu próprio instinto.
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Mas eu posso falar por mim (e talvez pela minha mãe também) que das melhores coisas da vida, fazer irmãos foi uma das minha mais gratas escolhas. Apesar das brigas, das birras, dos ciúmes, e de tudo mais. Apesar dos pesares todos. Ainda assim, foi a melhor escolha que fiz(emos).


Texto postado originalmente em minha página do Instagram @rodriguesmarcela