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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Últimos na Netflix - Julho + Agosto/2017




- FOME DE PODER (FOUNDER) *****

Quando esse filme foi para o cinema tive muita vontade de ver, mas calhou que não consegui. Por isso, assim que ele chegou ao Netflix eu tratei de colocar na ‘minha lista’ para assistir o quanto antes. E assim foi. Eu já tinha lido a história da Mc Donalds no WIkipedia (hehe) e tinha noção do enredo. Aliás, eles foram muito realistas com o enredo do filme, talvez um pouco romanceado, mas perto das ‘adaptações’ que vemos por aí, achei muito real e muito bom. Não esconderam toda a ‘sacanagem’ do Kroc tentando fazer dele ‘o cara’ das vendas, como vejo quando leio histórias baseadas na "biografia" da Mc Donalds. É uma super indicação para quem quer ter empresa. Ou pensa que tem uma grande ideia. Eu enxerguei meu pai (que é empreendedor nato) em muitos momentos do filme, na pele dos irmãos Mc Donalds... Enfim, indico demais! Obs.: o título em inglês faz muito mais sentido.



- LUCIFER (1ª temporada) *****

Um A C H A D O ! Simplesmente adorei esta série. Estive durante algum tempo esperando por todos os clichês de séries policiais e de quem tenta desmistificar o Diabo, mas fui surpreendida de um jeito muito bom. Tentei iniciar a segunda temporada, mas nunca me faltou tanto tempo quanto agora, mesmo assim, estou muito curiosa, pois, do jeito que terminou a 1ª temporada, esta 2º promete. 



- OUTLANDER (2ª TEMPORADA )***

Outlander é minha série preferida desde que segui a indicação de uma destas listas de ’10 séries para mulheres’, ou ’10 série sexys do netflix’; foi algo assim que me chamou a atenção em Outlander. É, realmente, muito sexy, atraente e gostosa de assistir; porém, a 2ª temporada é meio parada neste sentido, apesar de ter muito mais reviravoltas históricas. Por isso, e por outros fatores também (esse mês de agosto tá terrível de difícil) é que não consegui me apegar a série e ainda estou terminando... É, por isso, que recebe 3  estrelas. Esperava que a 2ª temporada fosse tão sexy quanto a primeira, e não foi. E acabou não me pegando em um bom momento. É possível que eu reveja ela quando estiver melhor...



- BETTING ON ZERO ***

Documentário sobre a Herbalife. Ele é como uma denúncia - e alerta -  para seu modelo de pirâmide, e todos os ‘males’ que ela tem causado aos EUA. Achei o documentário super válido, no entanto, o cara que é o autor da, digamos, 'denúncia' ainda não conseguiu comprovar a ‘farsa da Herbalife’ pois ela continua a crescer, apesar dele dizer que ela entraria em colapso. O que acontece é que esse cara trabalha com a bolsa de valores, e “apostar” que uma empresa vai falir também dá muito dinheiro. Então, recebe somente 3  estrelas pois fica muito claro que há um jogo de interesses maior do que desvendar se o modelo usado pela Herbalife é Pirâmide ou não.



- MALÉVOLA *****

Bom de rever um filme é perceber muitos detalhes que você não enxergou da primeira vez, ou na vez anterior que assistiu. Malévola é uma das maiores preciosidade ‘dineylesca’ dos últimos tempos. É a desmistificação (e a Disney está trilhando por esse caminho com a maior parte das suas novas princesas) do ‘beijo de amor verdadeiro’ que só pode vir do amor sexual (no caso, homem x mulher). Então, é uma película que gosto sempre de rever e fiquei animada quando, finalmente, entrou no Netflix.



- SHOW DE TRUMAN *****

O Show de Truman, com o Jim Carey, é um primor do cinema. A história, a ideia, e a interpretação intensa do Carey são, para mim, tudo que faz este filme funcionar. Eu nem sei quantas vezes já o assisti. Ele tem quase 20 anos e continua a encantar, talvez, agora mais que nunca.

Desta vez, não apareceu nenhum 'original Netflix' na minha listinha. Percebeu? Estou gostando muito de acompanhar e de compartilhar meus últimos assistidos no streamming. Também tenho uma pequena lista do que assisti no cinema nos últimos meses, mas vou deixar para a próxima. A maior parte é animação e eu vou querer entrar mais neste assunto posteriormente.

Este é um assunto que estou compartilhando aqui de tempos em tempos. E você? Indica alguma série ou filme disponível na Netflix? Deixa nos comentários.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O CULTIVO



Envelheci. Mudei. Cresci.
No entanto, nada disso diz que não preciso mais ser cultivada.
Na verdade... Quanto mais amadureço, mais preciso de cuidado. De dedicação!
Quanto maior o tempo da relação, maior a necessidade de manutenção.
Ah! Quanta saudade do tempo do cultivo!!
Ah! Como faz falta de dedicação nas palavras, a despreocupação com o tempo gasto; o desejo, a profunda vontade, a necessidade de estar presente.
O cultivo não é mais o mesmo.
É compreensível!
A árvore plantada a tanto tempo, já brotou. Deu flores. Deu frutos.
Já passou por tantas estações...
Ela permanece estável, com toda sua imponência.
Mas o cultivo... a manutenção... o cuidado... aparentemente, desnecessários para uma frondosa e antiga árvore, perderam-se no caminho.
São, no entanto, tão necessários como no início.
São tão ansiados como na primeira estação.

Marcela R.
Ago/2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Ilusão da Vida Adulta





Quando eu era adolescente, minha maior vontade na vida era fazer 18 anos. Eu queria ficar adulta pra poder não precisar ir e vir da escola, dos cursos, e etc; para colher as assinaturas dos meus pais. (Eles nunca podiam ir a escola para me matricular, nem a escola da minha irmã, então, eu que tinha que resolver, buscava o contrato e levava para eles assinarem e depois voltava para poder validar a matrícula). Era um martírio.

Eu queria ser adulta. Mesmo assim, nunca tive pretensões de sair da casa dos meus pais para ir morar sozinha (eu sempre quis casar mesmo...). Mas, enfim, eu queria ‘ser grande’; queria poder resolver as coisas e assinar meus próprios contratos.

Hoje, tudo isso me parece muito simples, mas na época era muito cansativo e estressante. O fato é que, como todo mundo, eu cresci. Eu já assino meus próprios contratos a muito tempo. E se teve uma satisfação que a vida adulta me trouxe, foi essa. E durante alguns anos tentei cuidar da minha vida neste sentido. Não queria dar muito trabalho a todo mundo com essas picuinhas. Sempre me senti independente por conseguir – finalmente – resolver minhas coisas (e, muitas vezes, as dos outros).

Mas, desde que a maternidade chegou a tal da vida adulta começou a acontecer de V E R D A D E. As dúvidas e questionamentos. Os anseios frustrados. E toda a parte ‘RUIM’ dessa maturação passou a fazer maior sentido após o primeiro ano de casado e chegada da maternidade.  Vi-me tão dependente dos outros, que até dirigir (coisa que sempre amei) se tornou um tormento. A fase estava quase passando quando engravidei de novo e o que eu achava que não podia ficar pior, piorou. Mas todo mundo (que me lê aqui) já conhece minha história e percebe meus altos e baixos nos meus desabafos (constantes).

O fato é que, conversando com algumas pessoas (com uma idade próxima a minha, mas com realidades diferentes) percebi que esse pessimismo não é exclusividade desta minha mente depressiva. Percebi que tá quase todo mundo cansado mesmo! Cansado das frustrações da vida adulta e um pouco sem esperanças. Percebi que há um desejo profundo por menos obrigações, menos compromissos, por mais horas de sono e de ócio. Mas que, mesmo assim, nunca trabalhamos tanto, nunca estivemos tão ocupados, e nunca recebemos tantas informações.

Eu não preciso falar sobre o quanto a vida adulta tornou-se cansativa. Especialmente neste momento de crise. Pois até ter um momento de lazer ficou mais difícil. Não só pela escassez do dinheiro e os altos preços, mas também pela insegurança. Porque sair de casa está complicado. E desgastante (especialmente com crianças pequenas).

Começa então, a fazer sentido quando ouvia nossos pais, tios e até avós falarem a saudade da infância e juventude. Apesar de ainda não estar nesta fase saudosa (com todos os perrengues e crises de choro, ainda prefiro a vida adulta), passo a compreendê-la.

***

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A Realidade Sobre Criar Filhos no Trabalho




Você vai perceber que o tempo que achava que iria criar ao trazer as crianças ao local de trabalho não vai surgir. Ao contrário, ele irá diminuir ainda mais. Horários ‘livres’, como pausas ou hora do almoço não mais existirão, pois esse é o tempo em que você se dedica a sua criança, seja dando banho, almoço ou simples atenção. 

A quantidade de tempo que você acha que iria passar com sua criança também não será suficiente para a sua satisfação. A gente imagina que vai conseguir acompanhar o crescimento deles, dar mais atenção, ser uma melhor profissional e mãe.  Mas mesmo estando perto, ainda vai perder muita coisa, pois você também está em seu ambiente de trabalho e precisa atender clientes, resolver pendências e se manter dentro dos prazos.

Vai perceber que o “sonho materno” de não perder seu lado profissional e o maternar ao mesmo tempo (e no mesmo lugar) é B A L E L A. ‘Conversa pra boi dormir’, como falamos por aqui. Vai perceber que sua mente vai precisar de ainda mais cuidados para não sucumbir. Vai adiantar muito pouco querer organizar seus horários, pois enquanto os bebês não estiverem em suas atividades, seja na escolinha, creche ou no ballet, você vai ter muito, muito, muito pouco tempo para se dedicar a seus projetos profissionais.

E então você vai se pegar em muitos momentos de intensa frustração e tristeza, pois sente que não pode se dedicar as duas coisas com qualidade. Muitas vezes, você vai precisar lidar com comentários que minam suas esperanças e te fazem querer desistir. Quantas vezes você vai desejar ficar em casa, sem poder; desejar mudar de emprego, que as crianças cresçam mais rápido, ou que não cresçam, você deseja sair do trabalho pra nunca mais voltar e se dedicar apenas a maternidade e ao lar?! Quantas vezes você vai acordar exausta e desanimada, tentando encontrar uma maneira de enfrentar menos problemas, menos trânsito e menos intransigência?! E mesmo assim, não vai encontrar respostas. Quantas e quantas vezes você vai buscar angustiosamente por alguém possa te inspirar, que você possa ter como exemplo, e não vai encontrar?!

Sabe, criar filhos não é trabalho fácil. Não tem um manual de instruções sobre como balancear a maternidade com a sua vida que fica além disso. Apesar de ter muita gente sensível, boa e cheia de histórias de superação que compartilham suas histórias com a gente, é tão difícil encontrar alguém que tenha a mesma história que você. Que entenda que suas queixas não são lamúrias de uma jovem arrependida com a maternidade. Confesso que procurei – e ainda estou buscando – e até agora não achei. Some isso a alguém que está tentando fazer o melhor que pode ao escolher trazer os filhos a empresa da família, mas que ao mesmo tempo se sente tão culpada por perceber o tanto de qualidade de vida para suas crianças e para si mesma, está sacrificando para continuar a trabalhar... Não. Não é o ‘sonho materno’ concretizado. É longe, muito longe disso.

Porém, também não é um pesadelo (apesar de alguns dias serem  b e m  difíceis ainda). Tento me manter grata, pois mediante ao estilo de vida que tenho, isto é o que me foi oportuno. Por isso, sigo na busca para ter equilíbrio com os meus filhos, com o trabalho e comigo mesma.

Creio que, de fato, é esta a busca de toda mãe.

E assim, seguimos.